sábado, 20 de novembro de 2010

Comentário da Lição - Prof. Sikberto Renaldo Marks - Lição 9 - 4º Trim. 2010

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Quarto Trimestre de 2010
Tema geral do trimestre: Figuras dos Bastidores
Estudo nº 09    Rispa: A influência da fidelidade
Semana de   20 a 27 de novembro
Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (RS)
Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original
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Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil


Verso para memorizar: “Ele o cobrirá com as Suas penas, e sob as Suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade dEle será o seu escudo protetor” (Sal. 91:4, NVI).

Introdução de sábado à tarde
A história dessa mulher, Rispa, é difícil de entender. Pode-se perguntar se é justo o seu sofrimento, bem como o sofrimento de outra mãe, Merabe.
Vamos resumir o que aconteceu, como introdução. No tempo do reinado de Saul, muita coisa errada se fez. Saul errava de modo vergonhoso. Quando líderes erram, os efeitos muitas vezes caem também sobre os liderados. Aqui houve um duplo efeito. Os israelitas haviam pedido um rei, e DEUS escolheu o melhor de todos, mas, resultou em fracasso. O segundo rei, Davi, o homem segundo o coração de DEUS, de cuja linhagem viria JESUS ao mundo, errou menos, mas cometeu erros feios. A diferença radical entre Davi e Saul era o arrependimento. Saul não se arrependia, e foi de mal a pior, até que morreu derrotado na vida civil e na vida espiritual. Ele é um homem morto para sempre.
Certa vez Saul tomou uma de suas muitas decisões erradas, de consequências desastrosas. Ele mandou matar os gibeonitas. Não matou todos, pois muitos escaparam. Mas numa das loucuras desse rei, ouve um morticínio entre os gibeonitas, feito por Saul. Acontece que esse povo, que era cananeu, havia forjado um acordo com Josué. Na lista de DEUS os gibeonitas deviam ter sido eliminados. Porém, por precipitação, Josué fez acordo com eles, e prometeu proteção. Agora, feito a promessa, ela deveria ser cumprida. E Saul traiu esse acordo.
Então se deu uma grande seca em Israel, que já durava três anos. E Davi foi consultar a DEUS sobre a razão dela. A resposta foi: “E houve nos dias de Davi uma fome de três anos consecutivos; e Davi consultou ao SENHOR, e o SENHOR lhe disse: É por causa de Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas” (2 Sam. 21:1).
Então Davi chamou os gibeonitas que restaram, e lhe perguntou o que queriam. Veja o diálogo que se deu entre davi e os gibeonitas. “Então o rei chamou os gibeonitas e falou com eles {ora, os gibeonitas não eram dos filhos de Israel, mas do restante dos amorreus; e os filhos de Israel tinham feito pacto com eles; porém Saul, no seu zelo pelos filhos de Israel e de Judá, procurou feri-los}; perguntou, pois, Davi aos gibeonitas: Que quereis que eu vos faça, e como hei de fazer expiação, para que abençoeis a herança do Senhor? Então os gibeonitas lhe disseram: Não é por prata nem ouro que temos questão com Saul e com a sua casa; nem tampouco cabe a nós matar pessoa alguma em Israel. Disse-lhes Davi: Que quereis que vos faça? Responderam ao rei: Quanto ao homem que nos consumia, e procurava destruir-nos, de modo que não pudéssemos subsistir em termo algum de Israel, de seus filhos se nos deem sete homens, para que os enforquemos ao Senhor em Gibeá de Saul, o eleito do Senhor. E o rei disse: Eu os darei.” (2 Sam. 21: 2 a 6)
Davi concordou com esse pedido. Ele atendeu o pedido de que se notabilizou pela sua astúcia. Eles já enganaram Josué em tempos anteriores (cf. Js 9,3-27). Os gibeonitas eram um povo astuto e dado a trapaça. Com Josué conseguiram proteção por meio de artifício falso, dizendo ter vindo de terra distante, quando na realidade eram cananeus. Davi deveria ter tido mais cuidado, refletir sobre o pedido, ao menos aconselhar-se com seus sábios. Talvez na pressa em resolver o problema da seca, Davi não tomou conselho. É de se questionar se esse pedido era ao menos razoável. Não veio de DEUS, e mais uma vez Davi não consultou a DEUS. É pelos pecados de um que outros devem ser mortos? Jamais. Mas Davi mandou escolher sete homens descendentes de Saul – cinco eram filhos de Merabe e dois de Rispa. E os gibeonitas foram enforcá-los, e os deixaram pendurados nas forcas. Mais parece vingança de ódio que justiça. E não é assim que DEUS faz justiça. Uma coisa são as consequências do pecado. Por exemplo, alguém ingere álcool, assume o volante de um automóvel, acelera em alta velocidade, e acaba ferindo e matando pessoas. Houve vítimas inocentes. Mas outra coisa é tomar parentes desse homem e em igual quantidade ferir e matar. Essa é a antiga Lei do Talião, do Código de Hamurábi, “dente por dente, olho por olho”, ou seja, vingança na mesma medida. Tal conceito certamente fazia parte da vida dos gibeonitas, e assim eles exigiram.
Coloque-se no lugar de nossa personagem de hoje, a Sra Rispa. Ela perdeu seus dois filhos. E o que ela fez? Acampou-se rusticamente próximo aos corpos deles, que apodreciam, e os protegia dos corvos, até que veio a chuva. "Então Rispa, filha de Aiá, tomou um pano de cilício, e estendeu-lho sobre uma penha, desde o princípio da colheita, até que a água do céu caiu sobre eles. Ela não deixou as aves do céu pousarem sobre eles durante o dia, nem os animais do campo durante a noite. " (2 Samuel, 21,10).
Que mãe impressionante! Quem ela era? Era uma das concubinas de Saul, aquela mesma que,depois da morte de Saul, foi abusada por Abner, e que resultou na censura do novo rei entronizado pelo próprio Abner. Por causa dessa censura (que estudamos na semana passada) Abner se revoltou contra Is-Bosete, e resolveu propor seus serviços a Davi. Veja o relato bíblico sobre esses fatos: “E tinha tido Saul uma concubina, cujo nome era Rispa, filha de Aiá; e disse Is-Bosete a Abner: Por que possuíste a concubina de meu pai? Então se irou muito Abner pelas palavras de Is-Bosete, e disse: Sou eu cabeça de cão, que pertença a Judá? Ainda hoje faço beneficência à casa de Saul, teu pai, a seus irmãos, e a seus amigos, e não te entreguei nas mãos de Davi, e tu hoje buscas motivo para me argüires por causa da maldade de uma mulher. Assim faça Deus a Abner, e outro tanto, se, como o SENHOR jurou a Davi, assim eu não lhe fizer, transferindo o reino da casa de Saul, e confirmando o trono de Davi sobre Israel, e sobre Judá, desde Dã até Berseba. E nenhuma palavra podia ele responder a Abner, porque o temia. Então enviou Abner da sua parte mensageiros a Davi, dizendo: De quem é a terra? E disse mais: Comigo faze o teu acordo, e eis que a minha mão será contigo, para tornar a ti todo o Israel. (2 Sam. 3: 7 a 12). Como eles agiam por vingança naqueles tempos. Abner também era um comandante que não aceitava conselho nem repreensão. Precipitou-se em direção a Davi, que o aceitou sem consultar nem a Joabe, nem seus conselheiros e nem a DEUS. Resultado, como estudamos na semana passada, Joabe matou Abner. Esse trecho foi aqui inserido para deixar bem claro onde, nessa história toda de injustiça, crueldades, vinganças e abusos sexuais, se encaixa essa mulher, ao que tudo indica, humilde, fiel, e boa mãe.
Rispa tivera com Saul os dois filhos que agora foram mortos, para satisfazer a sede de vingança dos gibeonitas expiando a crueldade de Saul contra eles.

  1. Primeiro dia: A concubina do rei
Nos tempos antigos os homens inventaram maneiras de transgredir a lei de DEUS. Em relação ao casamento, sempre houve grande inclinação para transgredir, até os nossos dias. Quando DEUS estabeleceu que um homem deve se unir a uma mulher, os seres humanos logo buscaram transgredir nesse ponto. Em nossos dias o matrimônio está perdendo o valor. Quando casam, logo se separam. Mas aumenta o número de casos em que nem casam, só se juntam para, quando for conveniente, separarem-se e se juntarem com outra pessoa.
A poligamia surgiu antes do dilúvio. Os homens possuíam mais de uma mulher. Isso se tornou algo normal, que fazia parte da cultura. E foi tão forte que se tornou normal entre os filhos de DEUS. A Bíblia registra vários casos de homens que se casaram com mais de uma mulher, como foi Jacó. Abraão casou-se só com uma, mas teve Hagar como concubina, ao menos por uma vez, para ter um filho que Sara não tinha. Depois de Sara morrer, ele casou outra vez, legalmente, segundo o plano de DEUS. Mas Davi teve várias mulheres, e Salomão foi o que mais exagerou: teve 700 esposas e 300 concubinas.
Em uma só palavra, isso se chama poligamia. E nunca foi o plano de DEUS para a felicidade dos seres humanos.
O concubinato é a união de um homem com uma mulher mas sem se casar. Essa mulher vive com esse homem no mesmo teto, tem intimidades, mas não é casada com ele. O homem pode ter apenas ela, mas por não se terem casado, ela é concubina dele, e não esposa.
É diferente da amante. Nesse caso, ela não vive com o homem, e sim, encontra-se com ele de vez em quando para as intimidades. E em caso de amante, geralmente ela é a segunda, tendo ele uma esposa que não sabe da situação. Isso é emocionalmente trágico.
Geralmente os homens de posses tinham concubinas. Reis e poderosos as tinham, e era um modo de estatus e demonstração de poder. Os povos orientais tinham o que conhecemos por harém, ou várias mulheres exclusivas de algum poderoso. Elas viviam em algum lugar separado, onde jamais outro homem poderia entrar, exceto o eunuco. Esse era um homem castrado que cuidava das mulheres do harém, pelo que ele nada fazia a elas, senão os tratamentos de beleza, alimentação, etc. Essas mulheres eram escolhidas por pessoas do rei, dentre as mais bonitas que encontrassem. Viviam nas melhores condições possíveis, sempre prontas a servirem aos instintos naturais de seu superior.
Portanto, nos tempos antigos, homens poderosos podiam ter várias esposas e várias concubinas, estanto estas numa posição inferior ao das esposas. As concubinas serviam para dar filhos. E se elas dessem mais homens, eram também mais valorizadas. Veja bem que uma concubina era sempre escolhida pelo rei ou por algum de seus funcionários; ela mesma não podia fazer tal escolha. Quizesse ou não, sendo bonita e tendo boa saúde, podia ser escohida como concubina e nem pensar em recusar. Ela não tinha essa alternativa. E tinha que produzir filhos. Os grandes se orgulhavam de ter dezenas de filhos, alguns, até centenas. Esse sim era um tempo de afastamento dos princípios de DEUS. E naqueles tempos, ser mulher, não era nada fácil. Além de elas não terem valor social, político e econômico, só serviam para os instintos sexuais banalizados (hoje não é diferente, é até pior), deviam gerar filhos.
Rispa era uma concubina de Saul. Ela teve dois filhos. Abner, o grande comandante de Saul, após a morte desse rei, abusou de Rispa. Portanto, esse Abner também não era homem de respeito. Trabalhava por interesse, e fazia o que queria, não permitindo ser repreendido.
E Rispa? Ela era uma concubina, só isso. Coitada, não pôde escolher seu futuro. Como era com as concubinas, ela foi escolhida e lhe foram impostas leis, e tinha que sofrer sua vida. Sua função era satisfazer sexualmente o rei Saul, certamente um homem muito bruto, pelo que se pode deduzir. Ela teve dois filhos homens, o que lhe dava algum crédito. Mas Davi, em outra de suas insanidades, mandou matar esses dois filhos, a pedido dos gibeonitas.
Dê uma analisada. Que tempo de barbárie! Se era assim entre o povo de DEUS, imagina além dele. Mas entre nós, no final dos tempos, deve ser diferente. Devemos ser o povo mais puro de todos os tempos. Serão tão puros, embora ainda em estado de pecadores, que eles serão aprovados vivos no julgamento de DEUS, antes mesmo da porta da graça se fechar. Pense bem sobre essa condição!

  1. Segunda: A menção de seu nome
Quem era Abner? Quais os seus interesses? Por que ele se revoltou contra Is-Bosete e foi se oferecer a Davi? Tinha ele boas intenções? Leiamos um trecho do Espírito de Profecia sobre esse homem, e essas questões se esclarecerão.
“Isbosete não era senão um representante fraco e incompetente da casa de Saul, ao passo que Davi estava preeminentemente qualificado para assumir as responsabilidades do reino. Abner, o fator principal no levantamento de Isbosete ao poder real, tinha sido comandante-geral do exército de Saul, e era o homem mais distinto em Israel. Abner sabia que Davi tinha sido designado pelo Senhor ao trono de Israel; mas tendo-o tanto tempo afligido e perseguido, não estava agora disposto a que o filho de Jessé sucedesse no reino em que governara Saul.
“As circunstâncias sob as quais Abner foi posto, serviram para desenvolver seu verdadeiro caráter, e mostraram ser ele ambicioso e sem escrúpulos. Tinha estado intimamente ligado a Saul, e fora influenciado pelo espírito do rei para desprezar o homem que Deus escolhera para reinar sobre Israel. Seu ódio aumentara pela censura incisiva que Davi lhe fizera na ocasião em que a bilha de água e a lança do rei foram tiradas de ao lado de Saul, enquanto ele dormia no acampamento. Lembrava-se de como Davi tinha bradado aos ouvidos do rei e do povo de Israel: "Porventura não és varão? E quem há em Israel como tu, por que, pois, não guardaste tu o rei teu senhor ? ... Não é bom isto, que fizeste; vive o Senhor, que sois dignos de morte, vós que não guardastes a vosso senhor, o ungido do Senhor." I Sam. 26:15 e 16. Esta censura inflamara-se em seu peito, e resolveu executar seu propósito de vingança, e criar divisão em Israel, por meio do que poderia ele próprio exaltar-se. Empregou o representante da passada realeza para promover suas ambições e intuitos egoístas. Sabia que o povo amava Jônatas. Sua memória era acalentada, e as primeiras campanhas bem-sucedidas de Saul não foram esquecidas pelo exército. Com decisão digna de melhor causa, este líder revoltoso prosseguiu na execução de seus planos.
“Maanaim, na outra margem do Jordão, foi escolhida para residência real, visto que oferecia a máxima segurança contra ataques, quer de Davi quer dos filisteus. Ali teve lugar a coroação de Isbosete. Seu reino foi primeiramente aceito pelas tribos a leste do Jordão, e estendeu-se finalmente por todo o Israel, com exceção de Judá. Durante dois anos o filho de Saul fruiu as suas honras em sua segregada capital. Mas Abner, no intuito de ampliar seu poder por todo o Israel, preparou-se para a guerra agressiva. E "houve uma longa guerra entre a casa de Saul e a casa de Davi; porém Davi se ia fortalecendo, mas os da casa de Saul se iam enfraquecendo". II Sam. 3:1.
“Finalmente a traição subverteu o trono que a malícia e a ambição estabeleceram. Abner, enchendo-se de ira contra o fraco e incompetente Isbosete, desertou para o lado de Davi, com o oferecimento de lhe trazer todas as tribos de Israel. Suas propostas foram aceitas pelo rei, e ele foi despedido com honra para cumprir o seu propósito. Mas a recepção favorável de tão valente e famoso guerreiro provocou a inveja de Joabe, o comandante-geral do exército de Davi. Havia uma dissensão mortal entre Abner e Joabe, tendo o primeiro morto a Asael, irmão de Joabe, durante a guerra entre Israel e Judá. Agora Joabe, vendo uma oportunidade para vingar a morte de seu irmão, e livrar-se de um que seria seu rival, aproveitou-se vilmente da ocasião para armar cilada a Abner e matá-lo. (Patriarcas e Profetas, 698-699).
Agora, analise bem essa informações diante de um fato, aparentemente, de pouca significância. Abner, traiu Is-Bosete, e foi se oferecer a Davi, porque foi censurado por ter abusado de Rispa, uma das concubinas de Saul. Com o histórico que Ellen G. White traça, diante de um fato assim, esse homem merecia crédito por parte de Davi?
Foram cometidos dois erros: um, Davi o recebeu bem, mas ele não era confiável; outro, Joabe o matou à traição. Que situação entre o povo de DEUS, tudo, por falta de quê? Faltava a eles o consultarem a DEUS. Eles se moviam por interesses próprios. E sempre que fazemos as coisas por interesse próprio, é evidente que não iremos consultar a DEUS, pois, se o fizermos, teremos que mudar esses interesses.

  1. Terça: Olho por olho ou uma solução conveniente?
Saul parece que resolveu fazer o que Josué deveria ter feito, mas não fez. Josué deveria ter eliminado os gibeonitas, porém, fez uma aliança com eles. E os gibeonitas também fizeram o que não deveriam ter feito. Se eles já sabiam ser o DEUS de Israel o verdadeiro DEUS, e se sabiam ser por isso superior aos seus deuses, e se por esse motivo desejassem ter participação com Israel naquela terra, e fazer parte daquele povo de DEUS, deveriam ter humildemente se apresentado aos israelitas. Se fizessem assim, teriam sido aceitos, e não seriam destruídos. Isso foi o que aconteceu a Raabe e sua família. Rute, mais tarde disse: “o teu povo é o meu povo, o teu DEUS é o meu DEUS”. E tanto Raabe quanto Rute fizeram parte da linha real de Davi e de JESUS CRISTO, embora fossem estrangeiras. Sobre isso, leiamos o que Ellen G. White escreveu.
“Ao avançarem as multidões de Israel verificaram que o conhecimento das poderosas obras do Deus dos hebreus tinha-os precedido, e que alguns entre os pagãos tinham conhecimento de que Ele era o verdadeiro Deus. Na ímpia Jericó o testemunho de uma mulher pagã foi: "O Senhor vosso Deus é Deus em cima nos Céus, e embaixo na Terra." Jos. 2:11. O conhecimento de Jeová que assim tinha vindo a ela, provou ser sua salvação. Pela fé "Raabe, a meretriz, não pereceu com os incrédulos". Heb. 11:31. E sua conversão não foi um caso isolado da misericórdia de Deus para com os idólatras que reconheceram Sua divina autoridade. No meio da terra um povo numeroso - os gibeonitas - renunciou ao seu paganismo, unindo-se com Israel e partilhando as bênçãos do concerto. (Profetas e reis, 369).
“Mas teria sido melhor aos gibeonitas se houvessem tratado honestamente com Israel. Conquanto sua submissão a Jeová lhes tivesse conseguido a conservação da vida, a fraude acarretou-lhes somente desgraça e servidão. Deus havia tomado disposições para que todos os que renunciassem ao paganismo, e se unissem a Israel, partilhassem das bênçãos do concerto. Estavam incluídos na designação "o estrangeiro que peregrina entre vós", e com poucas exceções essa classe deveria desfrutar de favores e privilégios iguais aos de Israel. A instrução do Senhor foi: "E quando o estrangeiro peregrinar contigo na vossa terra, não o oprimireis. Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; ama-lo-ás como a ti mesmo." Lev. 19:33 e 34. ...
“Tal era a posição em que os gibeonitas poderiam ter sido recebidos, não fora o engano a que tinham recorrido. Não era pequena humilhação para aqueles cidadãos de uma "cidade real", sendo "todos os seus homens valentes", fazerem-se rachadores de lenha e carregadores de água por todas as suas gerações. Haviam eles, porém, adotado a aparência de pobreza com o fim de enganar, e esta se lhes fixou como distintivo de servidão perpétua. Assim, em todas as suas gerações, sua condição servil testificaria do ódio de Deus à falsidade” (Patriarcas e profetas, 505 e 507).
Os gibeonitas usaram da astúcia que lhes era peculiar. Eram um povo pagão, e sabiam usar dos meios pagãos para conseguir as coisas, ou seja, mentindo e enganando. Assim tornaram-se rachadores de lenha e carregadores de água. E Saul achou-se com o direto de, depois do acordo entre esses dois povos, fazer justiça, eliminando-os dentre o povo de DEUS. Tal coisa já não era justiça, havia um acordo entre os dois povos, e deveria ser respeitado, principalmente pelo rei, o maior dentre o povo de DEUS. Se nem o rei respeita os acordos, então a nação vai em direção a desordem e caos.
Então, no tempo de Davi veio uma seca, que já durava três anos. Davi dessa vez consultou a DEUS, pois para isso ele não possuía competência para discernir o que era, e descobriu que havia culpa de sangue. Sim, a culpa estava na casa de Saul, pelo que ele havia feito aos gibeonitas, quando já havia um tratado com eles. Ele, o rei, deveria ter respeitado esse tratado, mas fez o contrário, agiu pelo princípio da justiça pelas próprias mãos, do seu jeito.
Agora que vem o grande problema. Davi foi perguntar aos gibeonitas para saber o que eles queriam que fosse feito, a fim de resolver o problema que DEUS lhe identificou. Mas, por que Davi foi perguntar isso aos gibeonitas, e não a DEUS quem diagnosticou a situação? Veja só que decisão trágica do rei: primeiro, ele pergunta a DEUS qual a causa da situação. DEUS a identifica. E agora ele vai aos gibeonitas, não mais a DEUS, para saber deles o que se deve fazer. É obvio, eles estavam com sede de sangue, revoltados contra Saul, e queria vingança, e foi o que pediram, que se matassem sete descendentes de Saul. E no exato momento desse pedido, Davi o atendeu. Nem perguntou nada a DEUS. Devemos ter sempre em mente que essas mortes nada têm a ver com a vontade de DEUS. Isso foi mais uma das decisões precipitadas de Davi. Erros, erros e mais erros, e suas respectivas consequências. Aqui, erro dos gibeonitas ao se fazerem de pobres cidadãos de muito longe; erro de Josué em fazer acordo com eles nessas condições, sem perguntar a DEUS e sem respeitar uma ordem anterior de DEUS; erro de Saul em querer eliminar os gibeonitas passando por cima de um acordo; erro dos gibeonitas em querer vingança contra a casa de Saul; erro de Davi em atender o pedido de vingança. Se descuidarmos, um erro atrai outro erro, e se torna numa sucessão deles, que sempre vão a uma situação pior que a anterior. Erros nunca tendem, ao natural, melhorar a situação.
Então é que entra Rispa na história. Ela foi uma das concubinas de Saul. Teve dois filhos com ele. E esses dois filhos entraram na conta das mortes pedidas pelos gibeonitas. E a nós, muito interessa a atitude dessa mãe, que nunca foi esposa. Ela nos ensina algo muito importante sobre fidelidade. Isso é o que estudaremos amanhã.

  1. Quarta: Fidelidade é um estilo de vida
Hoje enfatizaremos em Rispa, mas não sem antes contextualizar, mais uma vez. Os gieonitas, que tempos anteriores, enganaram os israelitas, agora, pediam sete descendentes de Saul para os matar. Não foi DEUS quem determinou tal forma de expiação. Os gibeonitas pediram e Davi atendeu. Mas cabia a Davi consultar a DEUS sobre essa questão, pois não se tratava de algo de menor importância. Então Davi escolheu sete dos descendentes de Saul. Dois desses eram filhos de Rispa. Ele os entregou aos gibeonitas, que os enforcaram num mesmo dia.
É agora que entra Rispa. Ela fez uma pequena cabana sobre uma pedra. Por piso, colocou um pano rústico, e assim também por cobertura. Naquele lugar, de dia é quente, e de noite, frio. E ela ficou ali vigiando os sete, tanto os cinco filhos de Merabi (que era filha de Saul), quanto os dela. A outra mãe não apareceu lá, não se sabe por qual razão. Talvez já estivesse até morta. Mas Rispa cuidou de seus filhos e dos outros cinco. O que ela fazia de fato? De dia ela espantava os corvos, que queriam devorar as carnes que se iam degenerando, e de noite ela cuidava para que feras do campo não viessem comer os restos mortais. Os corpos deles, por exigência dos gibeonitas deveriam ficar ali estendidos.
Aqui, em poucas linhas, se pode aprender muita coisa de uma mãe. Quanto ela não deve ter sofrido por ter de entregar seus filhos a Davi, que os entregou aos gibeonitas. E vê-se que ela não deve ter reclamado, mas submissa, enfrentou, sozinha, a situação. Quão sofrida é a vida de muitas mulheres, daqueles tempos e dos dias atuais. Elas são na realidade incompreendidas por muitos homens, que muitas vezes, nelas só veem objetos de prazer e de exploração. Hoje, muitas mulheres servem para vender de tudo o que se imagina, mas principalmente roupa; servem para atrair a programas de televisão, filmes e estórias de mau gosto; servem para homens de todas as classes como satisfação sexual, e muitas outras bestialidades. Nada melhorou nesse mundo de pecado, com relação aos maus tratos às mulheres.
Naqueles tempos, Saul se beneficiou de Rispa para seus prazeres sexuais e para dela obter filhos, e Davi se valeu dela, como tinha filhos, para satisfazer a ganância de vingança dos gibeonitas. Nem Saul nem Davi perguntaram a Rispa o que ela queria, quais eram seus sonhos, qual seria a sua vontade. Isso naqueles tempos não valia. Felizes as mulheres (poucas) que hoje tem um marido fiel e amável. Essas devem agradecer a DEUS, todos os dias, pois são poucas.
Apesar de tudo estar, sempre, contra Rispa (pois o que adiantava viver num palácio, ter filhos, mas não ter um marido fiel?), ela foi uma mulher da qual não se tem relato de ter desanimado nem de ter amaldiçoado a Davi, a DEUS, ou aos gibeonitas. Ela parece que não se queixou, mas simplesmente foi proteger seus filhos e os outros cinco rapazes também enforcados.
Nós, hoje, necessitamos de pessoas assim. Não de pessoas cegas aos erros, e que se conformam com eles, mas de pessoas que por causa da existência de erros não desanimam da fé, nem se afastam de seu dever. Essa é a grande lição de Rispa, do que dela dependia, cumpriu sua parte. Não pôde defender a vida de seus filhos, pois um rei estava por trás da ordem, mas os protegeu o quanto pôde, para que tivessem um mínimo de dignidade, mesmo após terem sido vilmente mortos.
E Davi? Bem, depois que começou a chover, lhe informaram sobre o que Rispa fazia. Então ele mandou que buscassem os ossos de Saul, o pai deles, e de Jônatas, seu filho, e junto com aqueles sete homens, o que deles ainda restava, para os sepultarem. Só então Rispa se foi dali, para a sua casa.
Rispa, um exemplo de esposa, embora fosse apenas uma concubina, um exemplo de mãe, embora seu parido, e o pai de seus filhos não o fosse, um exemplo de filha de DEUS, embora os demais lhe exigiam até seus filhos para seus modos de justiça.

  1. Quinta: Construindo uma nação
O texto que se estuda hoje é muito sutil. É de se crer que diz mais nas entrelinhas que no texto. Ele está em 2 Sam. 21:10 a 14. Ali diz que Rispa acampou-se humildemente perto dos corpos de seus dois filhos e dos outros cinco netos de Saul, filhos de Merabi (2 Sam. 21:8) que não sabemos se ainda estava viva, e os cuidou, de dia e de noite. Não se sabe por quanto tempo ela fez isso, se alguns dias, se semanas, se meses. Ficou ali desde o início da ceifa até que choveu. Sabemos é que ela teve uma atitude de mãe, simplesmente. Ela cuidou dos descendetes insepultos de Saul. Ela não reclamou dos gibeonitas nem de Davi, e nem das intrigas entre Israel e Judá. Ela não se envolveu nas questões políticas. E as pessoas viam sua atitude diária, e eram fortemente influenciadas.
Agora tente imaginar se isso acontecesse hoje. Vamos visualizar, uma mulher, mãe, atenta a seus filhos, dia e noite, num lugar ermo, cuidando de seus corpos. Que impacto isso daria? Seria um potente fato midiático. O mundo todo o saberia, em algumas horas. Todos comentariam. E o efeito da mulher seria tremendamente positivo sobre os pensamentos das pessoas. Assim foi, por exemplo, o resgate dos 33 mineiros no Chile.
Naqueles tempos não havia televisão nem rádio. Mas uma coisa é certa, o inusitado do fato, uma mulher só, desamparada, sem apoio de ninguém (nem do rei Davi), em estado de extrema fragilidade, só com um pano no chão e outro por cima como cobertura, correndo risco de ser assaltada ou atacada por alguma fera, estava ali, silenciosamente, sem nenhuma ajuda, protegendo os corpos de sete homens. Esse é o fato.
As pessoas ficaram sabendo, menos o rei Davi, senão quando lhe contaram. Só então ele tomou as providências que já deveria ter tomado no dia do enforcamento. Aliás, o ter ele entregue esses homens aos gibeonitas, que conquistaram o favor dos israelitas por meio de fraude, em si, é um grave erro. Mas o ter abandonado seus corpos ao relento, com uma mãe sofrendo por seus filhos, eis aí a maior tragédia produzida pela indiferença pelos sentimentos dos outros.
Enfim, Davi, que deveria ser o exemplo para a nação, só se deu conta do drama de Rispa quando lhe contaram. Então toma uma atitude digna, e recolhe os ossos de Saul, o pai desses homens; de Jonatas, o outro irmão deles, e os sepulta todos juntos. Então “DEUS Se tornou favorável para com a terra” (2 Sam. 21:14, u.p.). Davi, tal como seu comandante Joabe, tal como Abner, era homem de guerra, acostumado a mortes, e se havia tornado frio em relação aos sentimentos humanos. Foi por esse motivo que DEUS não permitiu que ele construísse o templo de Jerusalém. Tinha que ser uma pessoa sensível ao toque do ESPÍRITO SANTO, uma pessoa que não havia desenvolvido o espírito de matar. A diferença entre Davi e aqueles comandantes era uma: ele se arrependia de seus atos, eles não. Por esse motivo DEUS amou a Davi. Aliás, que pai e que mãe não ama um filho peralta mas que se arrepende?
O final dessa história dá a entender que DEUS não aprovou as mortes, pois mesmo com elas, continuava a seca. Ela só terminou quando Davi reuniu os restos mortais da família e deu a eles uma sepultura digna.
O que podemos aprender de tudo isso? De Rispa, a humildade e a fidelidade a seus filhos. Ela nunca deixou de ser mãe. Mesmo havendo tremenda injustiça, ela não perdeu tempo em reclamar da injustiça (e isso não quer dizer que não devemos buscar a justiça). Ela fez o que era prioritário naqueles dias, protegeu os corpos. Isso deve ter criado um efeito positivo nas mentes de muitas pessoas. Será que alguém daquela nação não ficou sabendo sobre o que ela fazia? A consternação e os sentimentos de compaixão para com ela fez que refletissem sobre a bobeira de brigas entre as tribos, e que subissem a pensamentos mais elevados, os da reconciliação. Fato é que daqueles dias em diante, houve unidade entre as tribos, fizeram as pazes. Até que ponto a atitude isolada e persistente daquela mulher influenciou nesse sentido, não sabemos, mas a coincidência é impressionante. Desde pouco depois que vieram a sua terra, passaram a brigar entre si, e a partir desse fato, pararam. Se bem que voltaram nos tempos de Roboão, por motivos e culpa de Salomão e do próprio Roboão.
Finalizando o comentário de hoje. Quem são os personagens humanos ligados a esses fatos? Josué, há muito já morto, e que fez o acordo com os fraudulentos gibeonitas. Ele nem ficou sabendo do que aconteceu bem depois. Saul, que decidiu fazer justiça pelas próprias mãos, tentando eliminar os gibeonitas. Esse também nem ficou sabendo das consequências de seus atos. Davi, que tomou a decisão de matar sete homens que não eram culpados do que seu pai fez. Esse não se importou com os sentimentos da mãe de dois deles (a outra mãe não temos informação do que fez, ou se ainda vivia) e também não indagou a DEUS sobre o que deveria fazer, nem avaliou se era correto matar os descendentes de Saul pelo que ele fez. E Rispa, dentro todos esses personagens, a pessoa menos graduada, menos importante. No entanto, o escritor bíblico fez questão de identificar essa mulher pelo nome de seu pai e de ser concubina de Saul. E, dentre todos esses grandes nomes, foi ela quem, sem usar poder nem de articulação política, somente cumprindo o seu dever, que influenciou para a reconciliação de toda uma nação. Ela fez a sua parte, e o resultado foi positivo e gigantesco. Agora, imagina, se cada um fizer a sua. E se mais pessoas, hoje, fizerem a sua parte, para unir a igreja? Sabe qual será o resultado? O derramamento do ESPÍRITO SANTO, a conclusão da pregação e a volta de CRISTO.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
Nesta semana estudamos sobre como a fidelidade de uma mulher sem grande expressão mudou toda uma nação. Assim como o drama do resgate dos mineiros fez o mundo pensar, a atitude de Rispa fez todo o povo de DEUS pensar. O ponto central aqui é a fidelidade.
Mas fidelidade a quê? Em que aspecto Rispa foi fiel?
Ela foi uma mãe fiel. Uma sociedade, para ser organizada, para haver respeito aos princípios e às leis, precisa de mães e pais fiéis. As bases da educação numa sociedade estão no pai e na mãe. E na sociedade degenerada que temos, mais na mãe que no pai. Na realidade, o pai deveria ser o sacerdote do lar, aquele que institui os princípios de vida. Mas quantos homens, mesmo na igreja, desempenham esse papel? Raros! Ao homem, no lar, cabe fazer o papel que JESUS CRISTO faz na igreja. É ele que deve manter e formar, na mulher e nos filhos, o valor e a obediência a princípios de vida. Em geral, pela natureza, as mulheres são atraídas para o mundo das vaidades, e o marido, deveria ser a bússola norteadora nesse sentido para mantê-la no caminho equilibrado. Isso hoje em dia nem mesmo grande parte dos pastores faz. O que esperar dos maridos leigos? O que, na verdade, muitos homens desejam é ver em sua esposa o mesmo objeto de desejo sensual que a televisão vai fabricando, algo artificial, com exageros de formas, desenhos e cores, destacando a sensualidade, envolucrado numa roupa que destaque isso tudo. Parece que hoje grande parte dos homens, quando sai com sua esposa, diz assim: olhem o objeto de desejos que eu tenho em casa. E isso existe na igreja, e muito. Aliás, já não se prega mais sobre esse assunto, exceto um ou outro corajoso ou corajosa. Mas no final do sermão, vem os puxões de orelhas dos que se sentiram atingidos. Pastores que com suas esposas ainda seguem a linha da modéstia e simplicidade, (e eles existem mesmo), já não arriscam pregar sobre esse assunto, pois, muitas vezes o presidente dele, e sua casa, já se voltou para o mundanismo. E agora, como alertar as humildes ovelhas se o pastor está de mãos amarradas pelo mau testemunho de seu presidente? São bem difíceis esses últimos dias na Terra. Não são só os membros leigos que enfrentam crescentes dificuldades em suas atividades profissionais, até mesmo os ministros conscientes correm ameaças e perigos, se quiserem ser corretos com DEUS.
Pois, se os homens estão renunciando ao seu papel de sacerdotes do lar, o que vemos em nossos dias, é algo parecido à vida de Rispa e de Ana (a mulher de Elcana). Lembram da fidelidade de Ana? Ela foi fiel a que ou a quem? Foi fiel a DEUS. E Rispa foi fiel a que ou a quem? Ela foi fiel aos seus filhos. Destaque-se que, para ela ser fiel a seus filhos teve que, acima de tudo, ser também fiel a DEUS.
Se os pais, e maridos, devem desempenhar o papel no lar que JESUS desempenha na igreja, a mãe, e esposa, a ela caba desempenhar o papel que o ESPÍRITO SANTO desempenha na igreja, isto é: ensinar e orientar, com amor, para a obediência daqueles princípios que o marido deve sustentar. Ela ensina a quem? Os filhos! E também o próprio marido. Nos lares onde é assim que funciona, há salvação, e proteção contra o mundanismo.
Rispa, quando mataram seus dois únicos filhos, como já estudamos, mesmo mortos, não os abandonou. Ficou com eles, protegendo-os, até que fossem sepultados. Isso é fidelidade. Mas não ficou nisso. Ela também cuidou dos cinco enforcados. Ela protegeu os cinco filhos de Merabi também, e do mesmo modo como fez com os seus dois filhos. Isso é amor, e não há outra explicação. Isso é o mesmo amor que JESUS demonstrou na cruz, ao dar a Sua vida por todos, bons e maus, amigos ou inimigos. Todos, se desejarem, poderão ser salvos. Aqui está a demonstração de fidelidade de Rispa. Esse foi o seu ponto de fidelidade. Ela agiu semelhantemente como JESUS agiria no futuro, impulsionada pelos mesmos sentimentos.
Mas como podemos entender esse ponto de fidelidade, que foi para com os filhos? Ou seja, ela foi mãe de verdade. Aí temos que olhar um pouco para o contexto maior.
Ela teve esses filhos com o rei Saul. E Saul certamente não foi um grande pai, certamente ele não servia de exemplo (como em muitos casos hoje em dia). Em resumo, Saul foi um homem estúpido, que se afastava cada vez mais de DEUS. E quando o marido não é um bom pai, nem um bom companheiro, nem um bom exemplo, ocorre um fenômeno que podemos presenciar em muitas mulheres. Elas assumem o papel do pai, adicionado ao da mãe, e se sacrificam, e tratam de salvar os filhos da má influência do pai. Isso é bem frequente. É uma mulher que ama seus filhos, que sente que eles vieram de dentro dela, e fica ligada a eles, e faz tudo por eles. Esse faz tudo por eles, no caso de uma mãe cristã, leva-a a ensiná-los e protegê-los contra o mundo, buscando salvá-los da influência do mundo. Quando o marido e pai falha, muitas mães fazem o papel duplo, de pai e de mãe. Elas então buscam manter os princípios de fidelidade a DEUS e também buscam ensinar a seus filhos.
Isso foi o que Rispa fez. Mas o que ela fez, só se tornou destaque nacional quando ocorreu uma tragédia. Quando tudo corria normalmente, ninguém se deu conta, nem importância, sobre como Rispa cuidava de seus dois filhos. É sempre assim: pessoas comuns só recebem destaque quando algo que chama grande atenção acontece. Foi assim também com as mães dos mineiros do Chile: elas fizeram plantão junto a boca da mina por mais de dois meses, até que seus filhos saíram de lá; só então foram embora. E isso o mundo viu, mas o mundo nem se importava como elas eram mães enquanto a tragédia não aconteceu.
Rispa nos faz lembrar o seguinte. No final dos tempos, quando vier o decreto dominical, serão as pessoas comuns e simples, muitas com pouco estudo, que se evidenciarão na pregação do evangelho. Essas pessoas que hoje são humildes e muitas vezes desprezadas, mas que mantém fidelidade a DEUS e seus princípios de vida, que atentam para os escritos da Bíblia e do Espírito de Profecia, e os seguem pondo-os em prática, elas terão capacidade de continuarem fiéis quando a oposição furiosa se levantar. Quando a tempestade da opressão novamente se abater sobre o mundo, esses homens e mulheres fiéis ficarão em pé, anunciando a verdade com o poder do ESPÍRITO SANTO. Só eles ficarão em pé; os demais, fugirão da igreja, e até se tornarão em seus maiores inimigos.          
Rispa tem lições para nós hoje, quanto à questão da fidelidade. Ela pode nos ensinar o caminho de como ficarmos em pé em tempos que só os fiéis poderão suportar manter-se obedientes a DEUS.



escrito entre:  13/10 a 19/10/2010
revisado em  20/10/2010
corrigido por Jair Bezerra


Declaração do professor Sikberto R. Marks
O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos. Entende que há servos sinceros e fiéis de DEUS em todas as igrejas que no final dos tempos se reunirão em um só povo e serão salvos por JESUS em Sua segunda vinda a este mundo.

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