quinta-feira, 10 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Lição Escola Sabatina para Surdos - Lição 11 - 1º Trimestre 2011
Lição 11 Libertação dos vícios 5 a 12 de março
Verso para Memorizar: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8:36).
Lição 11 - Libertação dos vícios - 5 a 12 de março from Escola Sabatina on Vimeo.
Verso para Memorizar: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8:36).
Lição 11 - Libertação dos vícios - 5 a 12 de março from Escola Sabatina on Vimeo.
Comentário da Lição - Prof. Sikberto Renaldo Marks - Lição 11 - 1º Trim. 2011
Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Primeiro Trimestre de 2011
Tema geral do trimestre: A Bíblia e as Emoções Humanas
Estudo nº 11 – Libertação dos Vícios
Semana de 05 a 12 de março
Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (RS)
Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original
Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil
Verso para memorizar: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (João 8:36).
Introdução de sábado à tarde
Vício, que vem da palavra latina “vitium”, significa “falha”, “deformidade”, “imperfeição” ou “defeito”, que gerou um hábito repetitivo que causa algum mal ao viciado, aos que com ele convivem, ou à sociedade. É algo costumeiro, do qual a pessoa viciada se tornou dependente. A pessoa pode gostar do vício ou não, mas encontra dificuldades de se livrar dele. Às vezes sem ajuda isso é até impossível. Um vício é uma mistura do sentimento de amor à necessidade e ao prazer. É um hábito nocivo. O oposto de vício é a virtude, qualidade moral particular que predispõe a pessoa a praticar o bem, uma verdadeira inclinação para ser correto.
Os vícios podem se formar por hábito ou repetição de qualquer coisa, por dependência psicológica, por dependência química e outras formas. A dependência química está vinculada a qualquer substância psicoativa, droga que altere o comportamento e que cause dependência (álcool, chimarrão, café, maconha, cocaína, crack, medicamentos para emagrecer à base de anfetaminas, calmantes indutores de dependência ou "faixa preta", etc.). A dependência se caracteriza por o indivíduo sentir que a droga é tão necessária (ou mais!) em sua vida quanto alimento, água, repouso e segurança.
Há hoje uma quantidade inumerável de possibilidades de vícios. Por exemplo: bebidas, álcool, drogas, cigarro, computador, internet, video-games, orkut e similares, futebol, coca cola, bebidas doces, masturbação, mascar chiclete, assistir a filmes pornográficos, ouvir som muito alto, tomar chimarrão e uma infinidade de outros vícios, todos nocivos. Há até o vício do trabalho, chamado workaholic, uma expressão em inglês que designa uma pessoa viciada em trabalho ou outra atividade. É uma variação da palavra alcoholic (alcoólatra). Existe o vício virtual, popular nerdismo – uma pessoa que exerce intensas atividades intelectuais inadequadas para a sua idade; fascínio por tecnologia em detrimento de outras atividades mais populares. Por essa razão, um nerd muitas vezes não participa de atividades físicas e é considerado um solitário pelos seus pares. Aliás, há vícios modernos vinculados à tecnologia. São vícios caracterizados pelo uso constante de computadores, mini-games, vídeo-games, fliperamas, Pumps, Brick Games, Tamagotchis entre outros, com o intuito de chapar o côco. O que no começo é apenas um lazer, depois de um tempo torna-se um vício mortal. Os lugares onde mais se traficam drogas virtuais são em Lan Houses, botecos de esquina (com fliperamas), Shopping Centers e em qualquer outro lugar que tiver drogas gamísticas.
A internet, segundo a revista científica britânica "New Scientist", cedeu espaço para uma nova onde de vícios, bem curiosos, mas escravizantes, como:
Ego-navegação: quando você checa seu nome e informações na internet com frequência em busca do número de ocorrências.
Indiscrição blogueira: revelar na internet segredos de informação pessoal que para o bem de todos seria melhor manter em caráter privado.
Blackberrymania: a maldição do executivo moderno de não conseguir parar de checar o blackberry, mesmo no funeral da avó. O blackberry é um popular aparelho que pode ser usado para tirar fotos, telefonar, enviar e-mails e navegar na internet.
Espionagem em buscadores: define-se como o ato de "espionar na internet antigos amigos, colegas e namorados".
Cibercondria: você está com dor de cabeça e uma erupção diferente ao mesmo tempo? Uma exaustiva pesquisa on-line diz que você pode estar com câncer.
Fotobisbilhotice: ato de vasculhar o álbum de fotos de alguém que nunca viu na vida.
Wikipedimania: excessiva dedicação a contribuir com a enciclopédia online colaborativa Wikipédia. A Wikipédia tem inclusive uma página onde o usuário pode verificar se já está viciado: http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Are-You-a-Wikipediholic-Test.
Chicletepod: baixar uma canção "tão chiclete que seria possível envolvê-la em plástico e vendê-la numa loja de conveniência". As vítimas desta síndrome são especialmente vulneráveis aos maiores sucessos do soft-rock dos anos 1970.
Há alguns vícios bem bizarros, como os que seguem:
Tanorexia: vício em bronzeamento;
Nomophobia: medo de estar fora do alcance do celular;
Vício em branqueamento de dentes: exigência imposta pelos estereótipos modernos de beleza indicando a necessidade de dentes absolutamente brancos, praticamente azuis;
Vício em cirurgias estéticas (exemplo de Mickael Jackson);
Vigorexia: vício em exercícios físicos para ter músculos grandes.
O estudo dessa lição, portanto, é essencial. Só por um milagre você não seria viciado em ao menos uma ou duas coisas. E se não for, graças a DEUS, pois outro poder não há para livrar de tantas possibilidades. Esse estudo servirá para qualificá-lo na ajuda a outros, dependentes e escravos de satanás.
sábado, 5 de março de 2011
A Igreja Automática
O culto estava lindo. Era a primeira vez que eu visitava a Igreja Automática. Havia poucas pessoas, mas isso não tinha a menor importância. O que realmente importava era que a cerimônia começava e terminava na hora exata. Todos os equipamentos funcionavam com perfeição. Pontualmente às 8h30 da manhã, um sistema de automação abria os portões e as portas da igreja, e ligava o ar condicionado central. Às 8h45 era ligado o aparelho de DVD conectado a um vídeo projetor, devidamente posicionado, e o serviço de cânticos era iniciado, tudo automático, sem precisar de intervenção humana nem regente.
Ao terminar os momentos de louvor prévio, teve início a Escola Sabatina, transmitida via satélite. O informativo mundial era transmitido diretamente do local onde os fatos ocorreram, mostrando pessoas e lugares, dando mais realidade e uma melhor compreensão da mensagem.
As mensagens musicais eram videoclipes de cantores já consagrados, o que garantia a qualidade. Nesse ponto, a Igreja Automática era um espetáculo, um show. Cantores de outros países também se apresentavam. Cantavam em outros idiomas, com legendas, mas nem precisava, porque se alguém quisesse saber do que tratava a letra da música, poderia buscar a tradução na internet.
A lição era transmitida ao vivo via satélite, sendo portanto explanada de forma geral, e não havia momentos de divisão em unidades, porque isso tomaria muito tempo. Cada pessoa registrava seu estudo diário e trabalho missionário em um terminal na entrada.
As ofertas e os dízimos também eram entregues na entrada, onde havia um terminal bancário para transferências eletrônicas. O dinheiro em espécie deixou de ser utilizado na igreja, sendo apenas utilizado na forma de cartões de crédito ou débito em conta. Essa medida deixou a igreja mais segura, evitando assaltos. Também fora contratado um seguro, e um bom sistema de câmaras de vigilância instalado, para impedir o roubo dos equipamentos. Como funcionava sem precisar de pessoas, essa igreja era tecnicamente à prova de erros.
Após o fim da lição, a Escola Sabatina era rapidamente encerrada, dando início ao Culto. Os anúncios incômodos foram substituídos por flashes rápidos inclusos no rodapé do telão, e enviados a cada membro presente por e-mail. Essa medida economizou vários minutos da programação. Os hinos congregacionais eram sempre regidos pelo DVD, assim como as mensagens de boas vindas, invocação e leitura de púlpito antes das ofertas.
O sermão era apresentado por um pastor muito conhecido, que havia produzido algumas séries de DVDs. Cada sábado era apresentado um dos sermões da série programada. Toda a programação era gravada com antecedência, e a igreja recebia um pacote de DVDs semestralmente. E o tempo era cronometrado: em exatos 25 minutos o sermão terminava. Assim, a Igreja Automática dependia menos do pastor que, às vezes, cometia o pecado de falar até quase meio dia.
Antes da Igreja Automática, havia a necessidade de preparo espiritual individual, do culto familiar, do estudo da Bíblia e da atuação do Espírito Santo na vida de cada cristão para dar-lhe o poder de testemunhar. Naqueles tempos, um discípulo precisava apenas de uma Bíblia para evangelizar. Sua vida era o reflexo do que pregava. Um pastor ou um irmão era mais conhecido pela conduta, pelo conhecimento e pela forma como se relacionava com as pessoas. Hoje os equipamentos e a tecnologia substituíram quase tudo isso. O contato pessoal está sendo substituído pelo virtual, e o conhecimento pelo equipamento. O povo outrora conhecido como o povo da Bíblia, atualmente é o povo do DVD, do notebook e do vídeo-projetor. A julgar pelo rumo que estamos tomando, aonde realmente chegaremos?
Nota do Autor: Este artigo foi escrito com o propósito de causar uma reflexão ou discussão sobre o uso de recursos substituindo pessoas, e da impessoalidade a que estamos sujeitos a viver dentro da igreja. Nunca foi seu propósito combater o uso de recursos, tecnológicos ou não, ou atacar qualquer igreja, cargo, função ou pessoa, apenas evitar o exagero.
Parábola - O carro do Chefe
Ali estava ele. Mãos trêmulas segurando o volante, olhar tenso e introspectivo ao mesmo tempo, pernas um tanto vacilantes e com uma pergunta na mente: Como foi que eu cheguei aqui?
Lembrou de quando entrou na empresa como um menino que auxiliava em tudo, desde serviços de banco até remessas, limpeza, passando por carimbadas e entrega de lanches para os companheiros de serviço. Lembrou-se de como foi sendo promovido, dos incentivos que recebeu para estudar e como isso lhe levou a ser um homem de confiança do chefe. Seu salário ainda não era bom, mas a confiança que nele estava depositada, o levava a pensar em um futuro promissor. Agora ele estava dentro do carro e vendo como tinha crédito com seu superior.
Minutos atrás, havia sido chamado na sala do chefe e recebido uma missão: buscar uma encomenda pessoal do outro lado da cidade. Como iria? O chefe lhe emprestaria o carro. Definitivamente não era qualquer carro. Era um Porsche Carrera GT – me perdoem os aficionados por carros, mas dispensarei maiores descrições. Sem muito tempo para cumprir a ordem, resolve sair. Sua expressão de tensão era resultado do medo de fazer algo errado, de causar algum dano no carro emprestado, de decepcionar quem tanto lhe confiara.
Enquanto segue pelas ruas da cidade, permanece concentrado no caminho, em evitar perigos até chegar ao destino. Pega a encomenda, entra no carro, a sensação é de missão cumprida. Ele relaxa, sente-se mais a vontade. Olha para o relógio e percebe que conseguiu ir bem rápido.
Ao passar em frente a uma padaria, decide comer. Freia bruscamente, tão bruscamente que um ciclista acaba batendo na traseira do carro. Agora, sem apetite e perplexo, resolve encontrar algum lugar para consertar o carro. Acho que não é tão fácil encontrar uma auto-elétrica que conserte lanternas de Porsches. Em sua busca, parado em um sinal, um motoqueiro, apressado com suas atividades, quebra o retrovisor do carro. Pra encurtar a história, foram sucessivos arranhões e pequenas colisões, em um dia que muitos chamariam de “azarado” - claro que alguns prefeririam chamar o autor de excessivamente trágico.
Enfim de volta ao escritório a pergunta é: O que vou dizer? Ou melhor: O que vou ouvir? O fato era simples: o chefe lhe confiou seu carro valiosíssimo e lhe deu uma missão. Cumprir a ordem sem se desviar, era o que deveria fazer. Como explicaria que por sair da rota, comprometeu tão valioso bem? Como você se explicaria? Ou melhor:
Como você vai explicar que por sair da rota estabelecida pelo Chefe, acabou danificando o bem valioso que Ele confiou em suas mãos?
Pense nisso, enquanto espera.
“Não sabeis vós, que vosso corpo é Templo do Espírito Santo e que não sois de vós mesmos?”
I Coríntios 6:19
Pr. Tiago Rodrigues
Lembrou de quando entrou na empresa como um menino que auxiliava em tudo, desde serviços de banco até remessas, limpeza, passando por carimbadas e entrega de lanches para os companheiros de serviço. Lembrou-se de como foi sendo promovido, dos incentivos que recebeu para estudar e como isso lhe levou a ser um homem de confiança do chefe. Seu salário ainda não era bom, mas a confiança que nele estava depositada, o levava a pensar em um futuro promissor. Agora ele estava dentro do carro e vendo como tinha crédito com seu superior.
Minutos atrás, havia sido chamado na sala do chefe e recebido uma missão: buscar uma encomenda pessoal do outro lado da cidade. Como iria? O chefe lhe emprestaria o carro. Definitivamente não era qualquer carro. Era um Porsche Carrera GT – me perdoem os aficionados por carros, mas dispensarei maiores descrições. Sem muito tempo para cumprir a ordem, resolve sair. Sua expressão de tensão era resultado do medo de fazer algo errado, de causar algum dano no carro emprestado, de decepcionar quem tanto lhe confiara.
Enquanto segue pelas ruas da cidade, permanece concentrado no caminho, em evitar perigos até chegar ao destino. Pega a encomenda, entra no carro, a sensação é de missão cumprida. Ele relaxa, sente-se mais a vontade. Olha para o relógio e percebe que conseguiu ir bem rápido.
Ao passar em frente a uma padaria, decide comer. Freia bruscamente, tão bruscamente que um ciclista acaba batendo na traseira do carro. Agora, sem apetite e perplexo, resolve encontrar algum lugar para consertar o carro. Acho que não é tão fácil encontrar uma auto-elétrica que conserte lanternas de Porsches. Em sua busca, parado em um sinal, um motoqueiro, apressado com suas atividades, quebra o retrovisor do carro. Pra encurtar a história, foram sucessivos arranhões e pequenas colisões, em um dia que muitos chamariam de “azarado” - claro que alguns prefeririam chamar o autor de excessivamente trágico.
Enfim de volta ao escritório a pergunta é: O que vou dizer? Ou melhor: O que vou ouvir? O fato era simples: o chefe lhe confiou seu carro valiosíssimo e lhe deu uma missão. Cumprir a ordem sem se desviar, era o que deveria fazer. Como explicaria que por sair da rota, comprometeu tão valioso bem? Como você se explicaria? Ou melhor:
Como você vai explicar que por sair da rota estabelecida pelo Chefe, acabou danificando o bem valioso que Ele confiou em suas mãos?
Pense nisso, enquanto espera.
“Não sabeis vós, que vosso corpo é Templo do Espírito Santo e que não sois de vós mesmos?”
I Coríntios 6:19
Pr. Tiago Rodrigues
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