Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Segundo Trimestre de 2011
Tema geral do trimestre: Vestes da graça
Estudo nº 02 – Da glória ao pó
Semana de 02 a 09 de abril
Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (Ijuí - RS)
Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original
Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil
Verso para memorizar: “Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti” (Ezequiel 28:15).
Introdução de sábado à tarde
Vamos imaginar duas famílias, cada uma delas tendo um filho, da mesma idade. Uma delas tem extremo cuidado com seu filho que chamaremos pelo apelido de zeca, mantendo um controle total sobre o que ele faz. Imaginemos que as crianças estejam com dez anos. Eles bloqueiam acessos não recomendados na internet e estão sempre de olho em tudo o que o zeca faz, para criar novas proibições. Além disso, dão boa educação, fazem cultos domésticos, estudam a Bíblia e outros bons livros, além de se envolverem em ações missionárias.
A outra família tem igual procedimento educacional com seu filho que chamaremos de zigo, mas não proíbem nada. Com relação às coisas negativas, debatem com o zigo sobre os perigos, mas ele é livre para escolher.
Qual a tendência de futuro desses dois meninos?
Antes de continuar, pois responderemos com base em casos reais que conhecemos, daremos um pequeno testemunho de nossa filha. Quando ela ainda tinha pequena idade, digamos uns seis anos, percebemos alguma curiosidade por programas de televisão impróprios. Não era nada preocupante, mas já agimos preventivamente. Preparamos a encenação e os três nos assentamos diante da televisão para assistir uma parte de algum filme ruim que passava. Evidentemente não era de natureza pornográfica, mas era violento, daqueles de ação. E fomos identificando e julgando as cenas. Ela percebeu. Isso durou uns dez minutos, e ela aprendeu o perigo que ali continha. Nunca proibimos, mas até hoje, já casada, não se interessa por filmes impróprios a filhos de DEUS.
Com base em casos que conhecemos, a tendência daquelas duas crianças, do Zeca e do zigo é a seguinte. Há forte possibilidade do Zeca, mesmo que não se afaste dos caminhos da verdade, de se tornar uma pessoa adulta dependente, sem capacidade de conduzir a sua vida. Pode não saber como educar seus próprios filhos. É como se vivesse dentro de uma caixa fechada, sempre precisando perguntar a alguém o que deve e o que não deve. Já o zigo tem tendência de ser uma pessoa com caráter melhor fundamentado tendo melhor capacidade de escolher certo, por conta própria. Porém, os dois sempre poderão errar nas escolhas, contudo, o zeca corre risco maior para esses erros. É o que demonstra a prática.
Mas há um ponto mais importante. O Zeca poderá ser uma pessoa limitada e infeliz, ou com restrições naturais em seu comportamento, por sua formação ter sido por meio de ênfase nas proibições, e não por meio de ênfase na educação quanto aos limites.
Temos aqui três possibilidades de educação: a que impõe limites por meio de proibições, a que impõe limites por meio da educação e a que não impõe limite algum. A opção intermediária é a melhor e mais eficaz nesse mundo. No entanto, em todos os casos poderão ocorrer falhas por parte das pessoas de um ou de outro modo educadas. Mas é de se notar facilmente que as que tiveram limites por meio de educação, e que tiveram liberdade de escolha, são pessoas mais preparadas para a vida, erram menos e são mais felizes. É o modo como DEUS trata suas criaturas.
Lúcifer foi provavelmente a primeira criatura feita por DEUS. É certo que era a criatura mais elevada em dotes de inteligência e responsabilidade. Era livre para escolher, como todas as demais criaturas com inteligência semelhante a DEUS. Portanto, tinha em si, uma especial capacidade de promover a felicidade dos outros, como é o propósito da Lei de DEUS.
Mas nesse ser criado superior, desenvolveu-se a cobiça de ser ainda mais do que lhe foi dado por DEUS. Ele se imaginou ser como DEUS, sentar-se no trono de DEUS. Isso se desenvolveu, a princípio só uma imaginação, que no entanto foi acariciado. Ele levou tais pensamentos adiante até que se tornou dependente deles, e se tornou também uma meta pela qual passou a lutar. Uma péssima meta, na verdade, uma obsessão. Embora Lúcifer soubesse bem o que estava fazendo, pois educação para isso teve, fez o que a princípio a sua própria consciência desaprovava, mas que, mais tarde, ela acatou. E aí, lá se foi Lúcifer para a desgraça, levando consigo uma enorme multidão de outros seres celestiais perfeitos. Todos eles tornaram-se pecadores e deverão ser mortos um dia desses.