sábado, 23 de janeiro de 2010

Momento Poético - Um Deus Que Eu Conheço

Essa poesia é de irmão da Igreja do Pq. Flamingo, Aparecido de Souza.
Deus continue te abençoando com o seu dom meu irmão!

Um Deus que eu Conheço

Um Homem de grande pode mas isso não apresentava
Demonstrava seu amor por onde Ele passava
Enviado pelo Espírito de Deus
Quando na Terra chegava,
na cidade de Belém, os anjos anunciava
Dentro de uma manjedoura que uma estrela apontava
Em um coxo forrado em palha que foi o seu primeiro berço
Vou contar aqui uma historia de um Deus que eu conheço

Através das escrituras conheci o seu valor
Um Homem manso e humilde mas teve maior amor,
Ele levava o alivio onde existia dor,
Com grande sabedoria falava palavras de amor
Com doze anos de idade dava aula para doutor
Se você quiser conhecer te mostro o endereço
Pois estou contando uma historia de um Deus que eu Conheço

Foi rejeitado por muitos, mas muitos também aceitava,
Tinha grande multidão que vinha escutava,
Palavras doces e bonitas que sua alma aliviava,
Falava de salvação e a Deus apresentava,
Ele era O Bom Pastor que suas ovelhas buscava,
Levava as águas tranqüilas, onde que descansava
Se você quiser conhecer te mostro o endereço
Pois estou contando uma historia de um Deus que eu Conheço

João Batista era o profeta que estava batizando,
Enquanto um era batizado outro ficava olhando,
Tinha ele alguns discípulos, que ali estavam ajudando,
E quando olhou para o monte viu Jesus se aproximando
Ele fitando seus olhos e parou por um segundo
Este é o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo
Por João foi batizado num momento de alegria
O Espírito em forma de pomba sobre Jesus descia
Também ouviu uma voz no céu ele pode compreender
Este é O Meu Filho Amado em quem Eu tenho prazer
Se você quiser conhecer te mostro o endereço
Pois estou contando uma historia de um Deus que eu Conheço

Sentado em uma pedra com o dedo no chão riscava,
De repente uma multidão em sua frente chegava,
Jogou uma mulher no chão, todos a ela acusava
Insistindo com o Mestre o que Ele disso achava,
Que pela lei de Moisés tal mulher apedrejava,
Mas o perdão de Jesus é uma das coisas mais bela
Aquele que não tiver pecado atire a primeira pedra sobre ela
Abaixou a sua fronte e continuou no chão a riscar,
Foi saindo um por um sem nenhum ali ficar,
Onde esta quem te acusa? Para a mulher perguntou
Foi embora um por um não ficou ninguém, Senhor.
Eu também não te acuso pode seguir seu caminho
Vai e não peques mais, disse com um gesto de carinho.
Se você quiser conhecer te mostro o endereço
Pois estou contando uma historia de um Deus que eu Conheço

Se for contar todas historias, em muitos livros ainda não cabe
Quem examina as escrituras toda a historia já sabe,
Com o nome deste Mestre muitas vidas já mudou
Onde Ele passava demonstrava Seu amor
Se tinha enfermidade sua palavra curou,
Onde tinha fome muita gente se fartou
A sua fé era tanta que sobre as águas andou,
Acalmou a tempestade que sua palavra mandou,
Aquietou todo o vento e o barco não afundou
Andando em um caminho um enterro Ele encontrou
Tocando no esquife o defunto levantou,
Era o filho da viúva de Naim que ele ressuscitou,
Se você quer encontrar fé se apegue no Senhor
Se você quiser conhecer te mostro o endereço
Pois estou contando uma historia de um Deus que eu Conheço

Vou terminar a historia agora devo falar,
Um dia este Mestre neste mundo vai voltar,
Para buscar seus escolhidos que cumpriu o seu mandar.
Ele vem com os seus anjos nas nuvens devem parar,
Somente os anjos de Deus, nesta terra vão chegar,
Aqueles que já dormiram na hora vão ressuscitar,
E os vivos em um instante vão se transformar
Se unindo todos juntos vão encontrar Jesus no ar,
Uma grande multidão vai subindo rumo ao lar.
Ele veio como homem seu evangelho anunciar,
Deixou doze apóstolos para sua obra continuar,
Para dar a salvação para todos que aceitar
Ele foi antes no céu para lugar preparar,
Vai voltar como Rei para seu povo aqui buscar
Vamos ser muito felizes morando no eterno lar.
Eu termino a historia mas esta aqui o endereço:

Eu também quero morar com este Deus que eu conheço!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Comentário da Lição - Prof. Sikberto Renaldo Marks - Lição 4

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Primeiro Trimestre de 2010
Tema geral do trimestre:  O Fruto do ESPÍRITO
Estudo nº 04   Paz
Semana de    16 a 23/01/2010
Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (RS)
Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original
www.cristovoltara.com.br - marks@unijui.edu.br - Fone/fax: (55) 3332.4868
Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

“...eles não são do mundo como também Eu não Sou” (João, 17:14)

Verso para memorizar: “Deixo-lhes a paz; a Minha paz vos dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo.”

  1. Introd.Bem aventurado o homem que ... se guarda de profanar o sábado” (Isa. 56:2)
O mundo corre atrás da paz. Estamos bem próximos de ver o cumprimento de I Tess. 5:3, “quando andarem dizendo paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição...” Há uma preocupação global pela paz, pois a tendência no mundo é a convergência de um grande número de problemas sociais, econômicos, políticos e catástrofes naturais. O futuro da humanidade, disso sabem os líderes globais, é negro, ou não existe futuro aqui se algo importante não for feito. E a paz está sendo buscada mediante a união de todas as igrejas para a santificação do domingo, que deverá ser o dia da família. Nesse dia, todas as semanas as igrejas deverão reeducar os cidadãos do planeta para se tornarem homens e mulheres pela paz. Por essa via é o desejo de salvar a Globalização dos negócios, mas por trás está a verdadeira intenção: adorar a satanás pela santificação, não do sétimo dia, mas do primeiro dia da semana.
Por outro lado, um grupo de crentes, que segue o manual da vida eterna que é a Bíblia, anuncia, baseados nesse livro, que aqui na Terra não há mais esperança, mas que o futuro, eterno, está em entregar-se a JESUS, O Salvador, que está prestes a retornar. Esse grupo também anuncia a necessidade de se santificar o dia que recorda a criação e o Criador, o sétimo dia da semana, o sábado, instituído por DEUS. E essa é na verdade a única via para a paz, pois nos mandamentos de DEUS se pode encontrar a fórmula do amor, que é: amar a DEUS sobre todas as coisas, e amar o próximo como desejamos também por ele ser amados. Ou seja, a paz está na humilde entrega ao nosso Salvador, e deixar que o ESPÍRITO SANTO faça o Seu trabalho de transformação da vida interior.
Meu leitor ou leitora, quer encontrar a paz verdadeira, a que satisfaz e que faz muito bem? Quer mesmo? Então todos os dias faça o seguinte. Leia um trecho de sua Bíblia. Antes de ler, ore ao Seu autor, para que Ele lhe dê a interpretação. Então percorra algumas linhas desse sagrado livro. Mas tem que ler com humildade. Isso quer dizer, ler sem preconceitos, sem idéias pré-concebidas. A humildade, e só ela permite uma entrega total a JESUS. Quem não for humilde tenta fazer entrega, mas deixa fora alguma coisa em sua vida. Pode deixar fora o cabelo, o costume de assistir novelas, de torcer por times de futebol (tente imaginar alguém que deseja ser salvo envolvido com tudo o que o futebol significa, que vai desde a corrupção, a violência, a competição, a zombaria, os gracejos...), de alimentação prejudicial, de amizades inadequadas, e muito mais. Quem quer alcançar a paz de DEUS, tem que percorrer um caminho bem simples, e nada complicado, mas que muitos não desejam percorrer: é o caminho da humildade para uma entrega total, sem deixar nada fora. Tem que entregar tudo a CRISTO, tudo mesmo, tudo o que atrai a este mundo. Então sim, vai sentir como ninguém o poder de DEUS atuando em sua vida, e saberá que está no caminho da salvação, para a vida eterna. E isso lhe dará uma paz interior como jamais poderia imaginar. E será uma pessoa feliz, uma pessoa que não se sentirá mais atraída pelo mundo, mas por aquilo que JESUS já preparou lá na Nova Terra, e que terá para usufruir por toda a eternidade.

  1. Primeiro dia: Paz com DEUS
Vamos estudar o assunto do dia de hoje por meio de uma sucessão histórica de fatos. Adão e Eva foram criados por amor. DEUS os criou para amá-los, e os dotou da capacidade de amarem a DEUS e se amarem mutuamente. Assim eles seriam livres e felizes, em paz entre eles e com DEUS. A paz vinha do vínculo de intimidade que eles possuíam com DEUS que é amor, e a paz era a condição de felicidade deles. Isso quer dizer, eles viviam um para o outro, e ambos viviam para DEUS, tudo em harmonia.
No entanto, caindo na tentação, mudaram seu vínculo. O que é esse vínculo? É uma relação de obediência da parte do homem para com DEUS, e uma relação de favor total (bênçãos sem medida) da parte de DEUS para com o homem. Essa é a condição para as criaturas viverem eternamente, e sempre felizes, sem preocupação alguma.
Tendo eles desobedecido a uma ordem de DEUS, e portanto, tendo obedecido a uma astuta sugestão de um inimigo de DEUS, nesse ato, formaram vínculo com esse inimigo ao mesmo tempo em que rompiam o vínculo com DEUS. Eles ligaram-se, pela submissão, com o inimigo, aquele que nada entende de amor, mas entende muito de ódio e de mentiras. Com ele a vida é bem diferente do que com DEUS, é uma vida de intrigas, de desaforos, de vingança, de desrespeito, de competição, de luta desigual e competitiva pela grandiosidade do eu a qualquer custo. Essa é uma vida muito difícil enquanto ela dura, pois em razão da ruptura com DEUS, seres nessa situação perderam a capacidade da vida eterna. O inimigo não é Criador, e não tem poderes para manter seus aliados vivos para sempre. Aliás, ele mesmo não pode viver para sempre, pois também é pecador. Melhor dizendo, esses que se vinculam ao inimigo não são aliados dele, são seus escravos, pois ele os controla pela força e pela astúcia com uma sucessão de mentiras. Estando com esse inimigo de DEUS, e inclusive inimigo de quem a ele se vincula pois no império dele ninguém se ama, ali todos sofrem pois ninguém sabe amar senão odiar, e portando, desconfiar e brigar entre si.
No transcorrer na história, eis que aquele mesmo Senhor que participou da criação, ele mesmo, vem a esta Terra, em forma de homem, e vive entre os homens. Ele foi tão simpático, tão humilde, dão bondoso, tão amigo, tão querido às pessoas, que isso chegou a chamar a atenção de muitos. Ele era bom a todos. Muitas vezes os homens o trataram mal, mas Ele, em correspondência, lhes fazia o bem. Estava sempre disposto a perdoar a quem o ofendesse, e de fato, Ele perdoou a todos os que se envolveram em Sua morte. Até o último momento de Sua atribulada vida, Ele sempre estava perdoando e fazendo o bem. Nem é de se acreditar que  numa certa época tenha existido um indivíduo assim.
O interessante e até intrigante é que Ele viveu aqui na possibilidade de pecar, mas nunca pecou. Ele foi forte nesse aspecto, embora, em outros aspectos não parecia ser tão forte, como no caso do falecimento de Lázaro, em que se emocionou profundamente. Sim, Ele se emocionou por causa da dureza de coração daqueles que queria salvar, mas eles mesmos não tinham interesse. Pelo contrário, combatiam suas mensagens, e assim, se perdiam para a morte eterna.
Outros, no entanto, se sensibilizaram com a Sua demonstração de amor. Esses se sentiram atraídos por tanto amor. Foi um amor incondicional, ou seja, Ele na verdade não pediu nada em troca. O que Ele queria era salvar os seres humanos, só isso, e mostrou, pela Sua vida, que esse intento era sincero.
Essas pessoas, e quem dera você seja uma delas, tanto se apegaram a Ele, que tomaram uma decisão bem curiosa, elas se entregaram a Ele. Tanto confiaram n’Ele, que decidiram em suas consciências, entregar tudo o que são e o que tem a Ele. Tudo mesmo, sua vida, seus costumes, seus hábitos, tudo mesmo. E o que Ele fez com essas pessoas? As aceitou e as declarou salvas para a vida eterna. Essa declaração Ele faz lá no santuário, onde intercede pelos seres humanos.
Tudo se explica na cruz. Lá Ele, uma santa pessoa, sem nunca ter pecado, foi morto, aliás, Ele mesmo Se entregou para ser morto, pois poderes para escapar Ele teria. Ele Se entregou para morrer por nós não para ser um herói, mas por causa da intensidade do amor d’Ele para conosco. Ele não mais conseguia conviver com a idéia de nós sermos destinados à morte eterna, sem nos dar ao menos uma oportunidade de retorno junto d’Ele. Pendurado na cruz, num estado lamentável e até indescritível, ali mesmo, movido pelo Seu infinito amor, ele declarou que estamos perdoados.
E aqueles que se sensibilizam por tamanha demonstração de amor, eles sentem o desejo de se vincular outra vez a Ele, e isso de fato acontece. Preste bem atenção, vincular-se a Ele é deixar de lado tudo aquilo que, mais ou menos intensamente, nos vincula ao inimigo, isto é, ao mundo. Essas pessoas aceitam a paz de CRISTO, e passam a viver em paz. É uma paz interior, ou seja, uma certeza absoluta de que no futuro, já bem próximo, tudo vai ser muito bom outra vez, que tudo vai ser perfeito para sempre, e que viveremos eternamente, felizes, em paz com nosso Criador e em paz entre nós.
Essa experiência terão todos aqueles que, num ato humilde, se entregarem a JESUS. Então Ele aceita essas pessoas, é o que Ele mais quer fazer. No mesmo instante Ele envia o ESPÍRITO SANTO para iniciar todo um processo de transformação que será completado no dia da vinda d’Ele, O Salvador. Daí em diante, não só paz com DEUS, mas também nunca mais tribulações e medo.

  1. Segunda-feira: Encontrando a paz – I (Mat. 11:28 a 30)
Vamos estudar os versos de Mateus 11:28 e 29, trecho por trecho. É assim que costumo estudar algo que desejo aprender mais profundamente. Aliás, se não estiver disposto(a) a mudar algo em sua vida, nesse caso, nem continue lendo. Sempre que nos deparamos com trechos da Bíblia precisamos tomar uma firme decisão de que ali há mensagens para nossa mudança de vida. E jamais se deve ler a Bíblia sem a humilde predisposição de realizar as mudanças. Isso é respeito pela Palavra de DEUS, o manual da salvação.
·   “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobre-carregados;
Quem JESUS está chamando? Não os ociosos ou os que pensam estar folgados. Na verdade ninguém está em situação folgada, mas muitos há que, embevecidos pelas atrações do mundo, sentem-se assim. No entanto, há pessoas judiadas pela dureza dessa vida, pelos tempos trabalhosos, pelas doenças, pela ingratidão, pelas dificuldades financeiras, por problemas na família, e assim vai. São pessoas que sofrem, que choram, muitas delas quase todos os dias. Há pessoas nessa situação que já não vêem mais futuro para as suas vidas. Percebem que seus sonhos de serem felizes nesse mundo acabaram. A pessoas assim, ou que sentem pelos outros, é que JESUS faz esse convite. Se você está no limite do suportável, à beira da angústia, cansado(a) e sobre-carregado(a), então atente a esse convite, e leia adiante. E faça o que o Mestre do amor sugere, e a sua vida vai mudar.
Detalhe importante, Ele não está convidando apenas alguns, mas “todos” os que estão cansados e sobre-carregados. Ele quer aliviar as cargas de todos.
·   e Eu vos aliviarei.
Após o convite a primeira promessa é a de alívio. Aqui o Mestre não promete solução total dos problemas, mas promete alívio. Enquanto estivermos nesse mundo, problemas teremos que enfrentar, mas que seja suportável, não é mesmo? Quando passa do suportável, precisamos de alívio. É isso que Ele quer dar. Vamos então ver o que Ele sugere fazer para termos esse alívio. Mas antes, temos que saber como se vai a JESUS, ou seja, como tornar prático e real “ir a Ele”. Isso é simples, é só fazer o seguinte: na situação em que estiver, não importa mesmo como você está, dobre os seus joelhos num lugar sossegado, e derrame-se perante JESUS. Fale das cosias que sofre, e diga a Ele que tome conta de sua vida. Ou seja, entregue-se integralmente a Ele. Isso significa que está disposto a mudar tudo o que Ele vai lhe pedir, e esteja certo(a), Ele vai pedir muita coisa para você mudar, mas não tudo de uma só vez. A promessa é: "Na sua angústia Eu estarei com ele." Sal. 91:15.
·   Tomai sobre vós o Meu jugo
Alguma coisa temos que fazer. Somos seres com inteligência, temos alguma força física, temos braços e pernas, somos capazes de trabalhar. Portanto, somos feitos para desempenhar e realizar alguma coisa. É a nossa parte. Não fomos criados para a ociosidade, e sim para construir. Portanto, como diz esse verso, algum fardo temos que levar. Aqui JESUS fala de jugo. O que é jugo? É um instrumento de madeira que colocam sobre o pescoço dos bois, para que eles possam lavrar a terra, ou puxar um carro de bois.
JESUS está nos oferecendo o jugo d’Ele, ou seja, Ele já está dizendo que alguma coisa deveremos fazer sob o comando d’Ele. Na verdade Ele está propondo uma troca, do jugo de satanás para o jugo de JESUS. Vamos ver sobre isso.
·   e aprendei de Mim,
Olha só, Ele quer nos ensinar alguma coisa. Foi com esse objetivo que disse: “e aprendei de Mim”. Na verdade Ele está dizendo que aquilo que sabemos, e que norteia a nossa vida nesse mundo, é o que nos sobre-carrega. São os cuidados e as atrações desse mundo que nos acarretam conseqüências opressoras, e nos deixam cansados. Trabalhamos e trabalhamos, mas o que alcançamos? Um túmulo mais cedo do que o tempo normal. Deveríamos viver em torno de 120 anos, e saudáveis, mas quem chega aos 90 já é muito, e ainda nessa idade geralmente está fraco e sempre cansado. Talvez, de tanto trabalhar, conseguimos nessa vida um túmulo mais luxuoso. Mas por dentro, a mesma podridão, seja do indigente, seja do bilionário: tudo igual, o mesmo destino.
O que será que Ele nos quer ensinar? Isso está em sua palavra, mas em suma, pode ser assim resumido: Ele quer nos ensinar a viver de tal maneira que tenhamos a Sua companhia aqui na Terra e também tenhamos a firme esperança da vida eterna, que Ele prometeu, pelo que tanto sofreu. É isso que Ele quer ensinar, uma vida bem superior aqui mesmo, e uma vida perfeita lá adiante, para além desse mundo.

·   porque Sou manso e humilde de coração;
JESUS deu aqui uma dica de Seu ensinamento, do objetivo daquilo que nos quer ensinar. Ele disse que são ensinamentos de um professor “manso e humilde”. O que um Ser com essas duas características vai desejar de seus alunos? Só pode desejar o bem, um futuro promissorcom felicidade. Aqui podemos visualizar sobre o jugo que Ele nos quer dar. Que jugo será esse? Espere um pouco, pois Ele mesmo o diz.
Vamos refletir um pouco sobre a mansidão e a humildade de JESUS. Agora mesmo, que estou redigindo essa parte, um filhote de pomba está ao meu lado. Ela, numa das freqüentes tempestades em nossa região, caiu do ninho, e se perdeu de seus pais. Nós acolhemos o filhote, e demos abrigo, proteção e alimento.
E sabe quem foi que encontrou o filhote? O nosso grande gato preto, outro bicho que faz parte de nossa família. Ele trouxe o filhote para dentro da casa, sem machucar, e o largou ali, como que dizendo, cuidem dele. E nós cuidamos. Agora já está crescidinho, aprendendo a voar. Um dia desses terá a sua liberdade, pois foi feito para voar. DEUS fez assim, vamos respeitar.
E sabe o que essa pombinha está fazendo bem agora? Sentado em cima do pé de mouse, tirando uma soneca. Vez por outra ela olha a digitação e aquele rato eletrônico se mexendo. Há pouco veio bem junto de minha mão, encostou-se ali, e sentiu-se em paz. Dá para enxotar um animalzinho tão indefeso que só quer nossa companhia e a nossa proteção? Como pode alguém fazer mal a um pássaro tão amigo da gente?
Veja bem, a pomba sente-se segura, pois estou sendo manso e humilde para com ela. Assim ela não se assusta, assim ela aprende o que precisa para ser livre. Ela, desde ontem já aprendeu a ciscar e comer por si, e também de beber água sem colher. Tiramos o fardo dela de ter que se virar sozinha enquanto não tinha capacidade para isso, e a estamos ensinando um farto mais leve, de crescer na liberdade de sua natureza, e de sair viva dessa tragédia de perder seu ninho e seus pais.
Nós somos para JESUS muito mais que pombas. Somos filhos e filhas, e Ele quer com mansidão e na Sua humildade movida por puro amor, nos libertar de nossa condição de sofredores.
·   e achareis descanso para a vossa alma.
Ou seja, Ele disse, estareis em paz. Descanso aqui é do ponto de vista espiritual. É como Ele dizendo, vocês se sentirão aliviados e terão esperança de, após passarem por esse sofrimento aqui na Terra, terem a eternidade para serem felizes. Aqui passaremos por aflições, mas essas aflições serão aliviadas para que possam ser superadas enquanto for necessário. O alívio é sentir o poder de DEUS ao nosso lado, mesmo que estejamos diante de um caixão e dentro dele um íntimo nosso. Esses são momentos muito difíceis, mas sabendo que um dia, e bem logo, essa pessoa vai ressuscitar e viver conosco para sempre, nos sentimos aliviados. E sabendo que estamos no caminho da vida eterna, que estamos reconciliados com nosso Criador, que Ele nos ama e nós O amamos, nos sentimos em paz.
·   Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve.”
No final Ele diz que o jugo d’Ele é suave, e o Seu farto é leve. O que Ele quis dizer com isso? O jugo é a obediência ao fardo, que são os Dez Mandamentos. Ele nos quer ensinar, então, o quê? A obedecer os seus mandamentos, ou seja, O amarmos e a nos amarmos uns aos outros. Obedecer é o Seu jugo. O fardo do amor só pode ser leve pois ele cria as condições da felicidade, e de uma vida eterna, pois só os salvos pelo Seu sangue, e que obedecerem aos mandamentos se salvarão.
De fato, o que pode ser mais leve? O fardo de satanás, imposições pelas quais quase nos matamos trabalhando, ou o fardo de JESUS, que nos ensina a descansarmos todos os sábados e nos ensina o amor entre os seres inteligentes?
A pombinha, que continua dormindo bem ao meu lado sabe qual é o fardo mais leve, ela se apegou a nós, e nós a ela. Ela gosta de nós e nós gostamos dela. Ela se sente segura, tem tudo o que necessita e até mais que isso. Ela é feliz, esse é o jugo que estamos dando para ela levar. E bem logo, ela terá a recompensa desse fardo leve, o dia em que ela estiver pronta e puder sair voando para a sua liberdade.

  1. Terça-feira: Encontrando a paz – II (João 14:27)
JESUS, tendo pregado por longas horas, decidiu ir para o outro lado do lago da Galiléia. Ele estava cansado. Deitou-se no barco e adormeceu. Ele era um ser humano, Sua divindade estava oculta.
Enquanto dormia, forma-se uma tempestade sobre o lago, e levanta ondas grandes demais para o barco suportar. Aquele lago tem 12 km de largura na parte mais larga, e 21 km de comprimento. Está a 209 metros abaixo do nível do Mar Mediterrâneo, sua profundidade varia entre 40 a 45 metros. Sempre teve abundância de peixes e até hoje é boa fonte de água para as cidades da região. Ele representa vida, seja pela água, seja pelos peixes, seja pelo clima e abundante vegetação ao seu redor. É exatamente o contrário do Mar Morto, o mais salgado do mundo, que não tem peixes e só recebe água, que dele sai por evaporação.
Os barquinhos de pescadores dessas águas eram pequenos, movidos a remos e vela. Um desses barcos recentemente encontrado submerso, possuía as seguintes dimensões: 8,2 m de comprimento, 2,3 m de largura e 1,2 m de profundidade. Ele podia transportar cerca de 20 pessoas, geralmente 15 passageiros e 5 tripulantes entre remadores e os que cuidavam da vela, além do capitão.
JESUS entrou num barco assim, recostou-se e logo dormiu. Mas enquanto Ele dormia, veio uma tempestade com ventos fortes. As ondas se tornaram altas, pode imaginar ondas de mais de um metro de altura. E eles estavam no meio do lago, e não conseguiam mais sair do lugar. A vela fora recolhida, e agora trabalhavam com os remos para tentar levar o barco até a margem e manter o equilíbrio para não virar a afundar. Pelas altas ondas, e pela chuva entrava água no barco, outros tentavam tirá-la. Apavorados, talvez ainda não tivessem enfrentado tempestade tão grande, os homens gritavam entre si trocando idéias sobre o que fazer. A tempestade só aumentava, ventos, raios, trovões apavorantes, ondas cada vez mais altas, e o céu cada vez mais escuro. Havia uma pesada nuvem escura sobre eles, como que dizendo: ‘é o fim para vocês’. É lógico que eles estavam apavorados.
Mas o que mais acontecia nesse barco. Embora a situação, JESUS ainda continuava dormindo, como que não se importando com nada do que acontecia. Assim foi até que a situação se tornou insustentável, e na iminência do barco sucumbir, gritando, acordam JESUS. Em meio ao barulho do temporal, gritam para JESUS, perguntando-lhe se não se importa em o barco afundar e em todos morrerem.
O que fez JESUS? Ele, calmamente levantou-se, olhou a situação, e deu uma ordem ao vento, à tempestade, à nuvem, às ondas, aos relâmpagos, que se acalmassem. E da situação de iminente tragédia passaram a presenciar uma calmaria que era de impressionar. A água do mar tornou-se plana e sem ondas, não havia vento algum, a nuvem se desfez, e os raios com seus trovões sumiram. A paz que estava com JESUS dormindo se expandiu aos elementos da natureza. Dentro do barco deles estava a paz, mas eles não haviam percebido.
De onde veio aquela calmaria toda. Ela veio de JESUS. E onde estava JESUS? Junto deles, em meio a tempestade e sua fúria. Por quê JESUS dormia? Porque Ele tinha e tem poder sobre a natureza. Com JESUS estava a paz, a calma, a serenidade, a harmonia, o equilíbrio, junto de JESUS estava o poder de acabar com aquela barulheira furiosa da tempestade. JESUS é homem da clama e da paz.
Muitas vezes estamos em meio a turbilhões, apavorados, sem mais saber o que fazer, quando o que temos que fazer é orar a JESUS, bem ao nosso lado, para nos ajudar. Muitas vezes lutamos com nossas insignificantes forças contra a fúria de potentes inimigos, e assim substituímos o poder de nosso Salvador, ali perto de nós, querendo nos ajudar. Reflita bem sobre a citação que adicionamos para essa ocasião. “Quando tomamos em nossas mãos o manejo das coisas com que temos de lidar, e confiamos em nossa própria sabedoria quanto ao êxito, chamamos sobre nós um fardo que Deus não nos deu, e estamos a levá-lo sem Sua ajuda. Estamos tomando sobre nós mesmos a responsabilidade que pertence a Deus, pondo-nos, na verdade, assim, em Seu lugar. Podemos bem ter ansiedade e antecipar perigos e perdas; pois isto é certo sobrevir-nos. Mas quando deveras acreditamos que Deus nos ama, e nos quer fazer bem, cessamos de afligir-nos a respeito do futuro. Confiaremos em Deus assim como uma criança confia em um amoroso pai. Então desaparecerão nossas turbações e tormentos; pois nossa vontade fundir-se-á com a vontade de Deus” (O maior discurso de CRISTO, 100 e 101).

  1. Quarta-feira: Paz no lar (Heb. 12:14)
O que é o lar? É uma sociedade, organizada por DEUS. Corresponde a no mínimo dois seres humanos e um professor para ensinar a eles como viver em paz. Na verdade não pode existir sociedade menor que o lar: dois seres humanos. Essa sociedade inicia com dois, homem e mulher, e quando aprenderam do professor como fazem para se amar, então esses dois podem gerar filhos, pois estes virão para servirem de expansão do amor entre os pais e para a expansão da felicidade entre eles.
E quem é o responsável por essa situação? O terceiro, o professor, que é DEUS, quem inventou o lar. O que DEUS queria ao criar Adão e Eva, e com eles formar o lar? Ele queria que esses dois fossem felizes a tal ponto que não lhes interessaria conhecer também o mal, iriam desejar apenas o bem, pois o bem vem do amor, mas o mal vem do ódio. O amor está com DEUS, quem organizou o lar, e quem o sustenta. Ele é o professor que ia todos os dias até o jardim do Éden para ensinar os dois como se amar e como amar a DEUS. Esse era o prazer de DEUS e também do casal. E os sábados, eram dias especiais, em que a felicidade era coroada de um nível mais elevado, pois nesse dia se dedicavam exclusivamente a DEUS, o Criador e o idealizador do lar. A felicidade de cada sábado fazia com que eles desejassem o novo sábado durante os dias da semana. O sétimo dia de cada semana era o auge da semana e também o clímax do amor e da felicidade. Como era bom viver assim!
Hoje o lar deveria ser um castelo contra o mundo exterior, uma fortaleza de intimidade entre o casal, filhos e DEUS. Deveria ser um lugar ideal para se viver em paz, pois ali deveria estar sempre sendo convidado o Criador do mundo. Mas hoje não mais é assim. No lar entra muita outra coisa que contamina a felicidade vinda do amor. Ali entra demais infernal barulho mundano pela televisão, rádio e outras fontes de sons satânicos. Ali entram revistas indecentes e com o mais baixo lixo imoral imaginável. Ali entra a disputa e a luta pelo poder pela supremacia. Ali quase não se busca mais a DEUS, aqu’Ele que inventou o lar e que portanto é o maior entendedor de como deve funcionar. Nos lares de hoje entra de tudo, e isso estando lá dentro, DEUS Se obriga a sair de lá. Mesmo nos cultos esporádicos ali feitos, Ele nem gosta de ir lá, pois sabem bem que depois do culto, tudo continua como o diabo gosta.
Afinal, quer ser feliz? Então busque tornar o lar um lugar onde DEUS, JESUS, O ESPÍRITO SANTO e os anjos gostem de estar o tempo todo. Quanto mais tempo eles gostarem de estar lá, melhor para que todos sejam felizes, e vivam em paz. Mas tem que abrir mão das cosias do mundo, elas não combinam com as coisas de DEUS, são antagônicas entre si.

  1. Quinta-feira: Paz na igreja (Mat. 5:23 e 24)
JESUS disse, está em Mateus 5:23 e 24, supondo para os dias de hoje, que se estivermos entrando na igreja para o culto, e nesse momento nos lembrarmos que algum irmão nosso tem algo contra nós, devemos retornar, e ir até a casa desse irmão, e fazer as pazes. Veja bem, Ele não disse que se nós temos algo contra o irmão. Ou seja, Ele indicou o caminho mais fácil para uma reconciliação. Esse caminho é o ofendido tomando a iniciativa de ir até o que ofendeu e propor a reconciliação. É evidente que isso não quer dizer que o que ofendeu não possa fazer o mesmo, esse também deve tomar tal iniciativa. Imagina se os dois decidem, ao mesmo tempo, pela reconciliação! Ao se encontrarem, não vai haver dificuldade para a normalização do relacionamento.
O que mais JESUS estava dizendo? Ele disse algo muito importante, que não devemos adorar a nosso DEUS com pendências a resolver com algum irmão. Porque adorar a DEUS é o mesmo que amar a DEUS, ora, como iremos amar ao amor se não amamos nosso semelhante?
Há no entanto, exceção. Caso o irmão não concorde com a reconciliação, caso ele queira continuar inimigo, então não há o que fazer. JESUS mesmo teve muitos inimigos, eles não queriam paz com o Salvador, e Ele não deixou de ir ao templo por isso. Pelo contrário, certa vez Ele os expulsou de lá. Mais uma coisa que JESUS está a dizer aqui: se alguns quiserem ser teus inimigos, e não aceitarem viver em paz contigo, fazer o quê? Nesse caso, deixa assim, porém, você não deve ser inimigo deles, você deve amar inclusive os inimigos, e orar pelos que te perseguem. Em suma, se não der para chegar à reconciliação, ao menos perdoe o inimigo que insiste na inimizade. Nesse caso, vale o conselho: “suportai-vos uns aos outros.”
Devemos ser pacificadores. Se com alguns não conseguirmos as pazes, deixemo-los. Devemos ajudar os outros a encontrarem a paz entre eles. Às vezes é necessário intermediar para que pessoas se acertem entre si, e vivam em paz.
Para bons cristãos, esses que levam a sério os preparativos para serem salvos, devem viver em paz no lar, em paz na igreja e em paz na sociedade. Foi assim que JESUS, nosso exemplo, viveu aqui na Terra.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
“Em Seu discurso aos discípulos, Jesus não fez nenhuma triste alusão a Seus próprios sofrimentos e morte. Foi de paz Seu último legado a eles. Disse: "Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou: não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração nem se atemorize." João 14:27” (O Desejado de todas as nações, 672) Meditemos por partes:
ð   “Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou:” Ele nos deu a Sua paz. Paz não é algo que se conquista, mas é algo que devemos receber de JESUS, e Ele é a única fonte, só Ele tem az verdadeira para dar. E já iremos descobrir do que se trata essa paz que Ele nos quer dar.
ð   “não vo-la dou como o mundo a dá.” Ou seja, o mundo fala de paz com a mão armada, pela força. Obama, prêmio Nobel da paz em 2009, há poucos dias disse que para alcançar a paz a guerra era necessária. Essa é a paz do mundo, a que usa a força para subjugar o inimigo. A paz de CRISTO foi obtida pela submissão ao Amor. Ele queria nos salvar, e se submeteu ao Seu querer movido pelo amor. Mas do que se trata essa paz?
ð   “Não se turbe o vosso coração nem se atemorize.” Essa é a paz de JESUS, estar tranqüilo quanto ao futuro, ter certeza de que com DEUS tudo terminará bem aqui na Terra, e que um futuro eterno e muito bom nos aguarda. Saber que aqui está ruim, que aqui sofremos, mas também saber, e ter certeza de delícias eternas nos aguardando, e que isso tudo está garantido pelo poder de DEUS que é infinito, e pelo amor de JESUS demonstrado na cruz, isso sim é motivo de paz. Saber essas coisas e ainda ter certeza de que nós estamos no caminho certo para bem logo estar com JESUS. Agora pense bem, acha que há alguma outra razão de se estar em paz superior a essa?
“Mas o momento da comunhão não deve ser um período de tristeza. Não é esse o seu desígnio. Ao reunirem-se os discípulos do Senhor em torno de Sua mesa, não devem lembrar e lamentar suas deficiências. Não se devem demorar em sua passada vida religiosa, seja ela de molde a elevar ou a deprimir. Não tragam à memória as diferenças existentes entre si e seus irmãos. A cerimônia preparatória abrangeu tudo isso. O exame próprio, a confissão do pecado, a reconciliação dos desentendimentos, tudo já foi feito. Agora, chegam para se encontrar com Cristo. Não devem permanecer à sombra da cruz, mas à sua luz salvadora. Abram a alma aos brilhantes raios do Sol da Justiça. Corações limpos pelo preciosíssimo sangue de Cristo, na plena consciência de Sua presença, se bem que invisível, devem-Lhe ouvir as palavras: "Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá." João 14:27” (O Desejado de Todas as Nações, 659).

escrito entre:   13/12/2009 a 17/11/009
revisado em   17/11/2009


Declaração do professor Sikberto R. Marks
O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Comentário da Lição - Prof. Sikberto Renaldo Marks - Lição 2

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Primeiro Trimestre de 2010
Tema geral do trimestre:  O Fruto do ESPÍRITO
Estudo nº 02   O fruto do Espírito é amor
Semana de    02 a 09/01/2010
Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (RS)
Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original
www.cristovoltara.com.br - marks@unijui.edu.br - Fone/fax: (55) 3332.4868
Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

“...eles não são do mundo como também Eu não Sou” (João, 17:14)

Verso para memorizar: “”Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor” (1 Cor. 13:13).

  1. Introd.Bem aventurado o homem que ... se guarda de profanar o sábado” (Isa. 56:2)
Esta semana aprenderemos sobre o assunto mais importante do Universo: O amor, pois DEUS é amor. DEUS não tem amor, Ele É! Por isso DEUS jamais pode falhar, pois a perfeição está no amor, o amor é perfeito. Se desejarmos entender a perfeição precisamos estudar o amor, que será o assunto principal de investigação durante a eternidade. Se desejarmos ser perfeitos, precisamos nos tornar tais como é o amor.
É pelo amor que DEUS cria, e Ele tem propósitos gloriosos ao criar. Deveria ser por amor que um casal se une no casamento para gerar filhos. Se um homem e uma mulher se unem por amor, jamais se separarão se mantiverem as portas abertas ao amor, que é DEUS. Nesse caso sua vida será como a nossa aqui em casa, há mais de 30 anos casados, e cada vez mais unidos e mais felizes. O amor é capaz de superar os defeitos individuais, suportá-los e ao longo do tempo, reduzi-los a nada por meio da transformação de uma vida com DEUS, como foi a vida de Enoque.
O amor (DEUS) é ao mesmo tempo poderoso e sensível. Tem poder infinito, pode fazer qualquer coisa que deseje, mas só faz aquilo que é coerente com o amor. O amor está na mente de DEUS. Ele é um princípio de viver, de fazer todas as coisas. O amor é o princípio de todos os demais princípios. Antes do amor nada existe, ele é o início de tudo, nada o precede. Mas após ele, tudo o que existe e que seja bom, se originou dele, inclusive os demais princípios de vida, como a honestidade, a fidelidade, a bondade, etc.
O amor é a síntese da Lei de DEUS. Os Dez Mandamentos são uma descrição ampliada do amor, que se refere a DEUS e ao semelhante. E o sábado, como não poderia deixar de ser, é a própria contextualização do amor. Sem intimidade não pode haver amor. DEUS quer ser íntimo conosco, Ele quer estar conosco, e para isto foi feito o sábado. Esse dia foi separado dos demais por causa do homem, pois este precisa estar com DEUS para viver eternamente e ser feliz. O sábado é o dia da intimidade entre Criador e criatura., e também entre as criaturas. Foi no primeiro dia após completada a criação que estiveram presentes três seres nesse planeta: Adão, Eva e DEUS, O amor. E assim foram felizes, até descobrirem o pecado, quando a felicidade se ancorava na esperança.
É importante estudar sobre o amor, pois, se não o conhecermos, certamente teremos desejo apenas superficial pela Nova Terra, pela salvação de nossas vidas. Mas se O conhecermos, então teremos incontido desejo de aqui mesmo viver diferentemente do que o mundo vive. Nossos interesses se desligarão da Terra e se voltarão ao que DEUS prometa a nós para a eternidade.

  1. Primeiro dia: O amor é multidimensional (Deut. 6:5)
O amor é um dom de DEUS. Desde que DEUS vem ensinando sobre a salvação, esse foi o assunto mais difícil para homens aprenderem. Parece que o estrago causado na natureza humana foi maior na capacidade de amar que em outros aspectos. É que com o pecado a nossa natureza íntima, que se encontra gravada em nosso caráter, que foi o amor, mudou para outra natureza, a do ódio, a antítese do amor. O ódio é o contrário do amor. portanto, assim como o amor não harmoniza com o ódio, este não tolera o amor. É por isso que tudo o que tem a ver com o amor em nosso mundo é combatido. Esse é o caso da família, do casamento, da castidade, do cuidado com a saúde, dos bons hábitos, enfim, tudo o que de alguma forma se relaciona com o amor, ou que dele deriva, em nosso mundo é combatido. Os seres humanos apreciam muito mais as cosias advindas do ódio. Só mesmo pessoas em processo de transformação apreciam as coisas relacionadas com o amor.
Hoje em dia, por exemplo, está cada vez mais difícil a subsistência da família, por falta de entendimento do que seja amor. O ser humano confunde amor com fazer sexo livre e sem compromisso, e isso, ainda da maneira aviltada. Sem dúvida, o amor de quase todos já se esfriou. Mas aqui temos uma lição para buscarmos um pouco de aprofundamento sobre o que é amor.
Em primeiro lugar, como já vimos, nunca devemos esquecer que amor é DEUS. E amor é o princípio da vida eterna com felicidade, por isso os Dez Mandamentos nos ensinam sobre a essência de como amar a DEUS e como amar o próximo. Nesses mandamentos se encontra o sábado, o dia em que nos dedicamos tanto ao amor que não nos interessamos em outros assuntos senão o que tem a ver com o DEUS amor.
Em Deuteronômio 6:5 está escrito que devemos amar o Senhor nosso DEUS com todo o nosso coração (conhecimento e sabedoria), com toda a nossa alma (íntimo de nosso ser) e com toda a nossa força (capacidade). Isso quer dizer o quê? Que o amor que temos por DEUS deve ser tudo o que nós somos, o nosso ser integral. Se assim formos, seremos o templo do ESPÍRITO SANTO.
JESUS explicou como funciona esse amor na prática. Ele disse que tudo aquilo que desejamos que os homens façam a nós, isso é o que devemos fazer a eles. Ou seja, devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. Assim está em Mateus 7:12 e 22:39. Isso é tão profundo quanto prático. Nós, por natural, desejamos tudo de bom a nós mesmos. Sonhamos com nosso futuro e esse sonho sempre é muito positivo. Temos desejos quanto ao que os outros deveriam fazer a nós, pois tais desejos devem ser a receita do que nós mesmos devemos fazer aos outros.
Se isso fosse posto em prática pelo mundo todo, o que aconteceria? Simplesmente todos se tornariam servos uns dos outros, assim como JESUS aqui na Terra veio para servir, não para ser servido. Desse momento em diante, embora fossemos ainda todos de natureza pecadora, só cometeríamos pecado por descuido, pois os nossos interesses não estariam mais centrados em nós, mas sempre em nosso semelhante. Não teríamos mais desejo de honras, nem de superioridade, nem de nos destacarmos, mas sempre de ajudar os outros em tudo o que necessitassem. Resumindo, seríamos homens e mulheres humildes, e conviveríamos em paz uns com os outros. É fácil imaginar que o mundo seria radicalmente diferente, ele seria imensamente melhor, mesmo ainda tendo a natureza do pecado. Como o amor é profundo não é mesmo? Será que haveria uma maneira mais profunda de explicar o que é o amor do que essa, de amarmos o próximo como a nós mesmos? O que acha, haveria ou não?
Pois é, meu leitor ou leitura, o fato é que há uma maneira mais profunda de explicar o que é amor. JESUS disse em João 13:34; “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como Eu vos amei.” Aqui o ensinamento por parte do amor atingiu seu ponto máximo. Ninguém tem maior amor do que JESUS, a ponto de dar a Sua própria vida àqueles que Ele ama, as Suas criaturas (João 15:13).
O amor máximo do ponto de vista de um ser humano é amar o outro conforme ama a si mesmo. Essa é uma definição muito boa. Afinal, como explicar o que é o amor senão definindo-o ao que de mais importante o ser humano possui, que é ele mesmo. Era de se esperar que todo ser humano se amasse mais que qualquer outro motivo de amar.
Mas JESUS amou mais que a si mesmo. Ele ultrapassou os limites humanos de amar, pois Ele Se doou a Si mesmo por amor de Suas criaturas. Portanto, mais que a capacidade do ser humano, que não chega a se doar até a morte pelos seus semelhantes, mais é o amor de JESUS, pois Ele nos amou muito mais do que nós nos amamos a nós mesmos. Assim, a excelência em amar vem com a nova definição que ultrapassa a anterior: amarmo-nos uns aos outros assim como JESUS nos amou.
Agora, tente outra vez imaginar o que seria o mundo se todos adotassem essa regra de como se ama o semelhante. Tente imaginar como seria o mundo. Simplesmente não é possível imaginar, está fora do alcance de pessoas pecadoras, essa maneira de amar só é possível a pessoas transformadas pelo poder do ESPÍRITO SANTO. Na medida em que somos transformados, gradativamente experimentamos mais e mais essa capacidade de amar. Como assim, o que afinal estamos dizendo? O que estamos dizendo é, pessoas em processo de santificação deixam de se interessar por elas mesmas, e passam a cada vez mais se interessar pelo próximo. Essas pessoas abrem mão das coisas da Terra, e se dedicam com cada vez mais intenso amor a trabalhar pela salvação dos seus semelhantes. Elas amam tanto que não conseguem mais viver sem fazer alguma coisa pela salvação de outras pessoas. Esse é um amor que só experimenta aquele que se entregou de todo o coração, alma e força a JESUS. Então o ESPÍRITO SANTO toma posse desse ser e o transforma, vindo junto a capacidade de amar assim como JESUS amou. Só pessoas assim sabem o que é mesmo amor superior. Mas cada ser humano, se desejasse, poderia experimentar tal intensidade de amar. As famílias de pessoas assim são como um outro mundo, tanta a felicidade que ali se desprende de uns para com os outros. Essas famílias vivem um oásis de felicidade em meio ao oceano de ódio desse mundo.

  1. Segunda-feira: O que o amor faz (1 Cor. 13:4-8)
Acompanhe em I Cor. 13:4 a 8pp. Lá diz que o amor é (veremos as partes que o amor faz, amanhã as que ele não faz):
ð  Paciente: significa que quando ele é ofendido, desafiado, maltratado, ou quando alguém não cumpre com o prometido, o amor tem paciência para dar um tempo e permitir que a pessoa pense melhor sobre o que fez;
ð  Benigno: o amor só pensa em fazer o bem, jamais responde o mal com outro mal, sua única via de resposta sempre é beneficiar – é só lembrar como JESUS agiu na cruz;
ð  Mas regozija-se com a verdade: o amor é a verdade, vive pela verdade, e abomina a mentira;
ð  Tudo sofre: havendo necessidade de atravessar o sofrimento para ajudar alguém, ele enfrenta o que vier, como JESUS fez na cruz;
ð  Tudo crê: o amor jamais duvida da verdade, tudo o que for digno de confiança o amor aceita como verdadeiro;
ð  Tudo espera: isso é paciência, e isso o amor tem em dose infinita, ele espera por nós, por exemplo, até a nossa decisão consciente definitiva em estar com ele, ou até a morte, quando acaba a capacidade de decisão;
ð  Tudo suporta: se tiver que passar por dificuldade para ajudar alguém, não importa a intensidade, o amor sempre irá suportar;
ð  O amor jamais acaba: o amor é infinito, ele vem da eternidade e vai para a eternidade, e quer levar junto com ele, para viver na eternidade todos aqueles que também se ligarem a ele em amor.
Por quê o amor é assim? Porque ele é o próprio DEUS, que cria por amor e mantém por amor. DEUS tem todas essas características acima, e aqueles que se ligarem a Ele por meio de JESUS, gradativamente, na medida em que forem santificados, também adquirirão as mesmas características, e paralelamente descobrirão o verdadeiro e prazeroso sabor da vida. Estas pessoas desejarão que todas as demais pessoas tenham igual experiência, pois assim é muito agradável viver. Quando se descobre o amor, e quando se tem experiência diária com ele, sentimos incontido desejo de partilhar com outros, pois a felicidade é algo que sempre queremos que os outros também sintam.

  1. Terça-feira: O que o amor não faz
Nesse mundo ao avesso, mundo em que existe tanto o mal como o bem, para se descrever o amor precisa dizer tanto o que ele faz quanto o que ele não faz. Assim formaremos um conceito um pouco mais completo sobre o amor, um entendimento mais amplo. Afinal, descrever o amor, que é DEUS, de modo completo é impossível. Assim, temos que estudar o amor nessas duas perspectivas, para entender melhor como DEUS é. Tirado do mesmo texto bíblico de ontem, seguimos com a lista do que o amor não faz:
ð  Não arde em ciúmes: quando o outro vai bem, ou recebe algum benefício, o amor não fica ali também desejando o mesmo, ele se contenta com o que tem;
ð  Não se ufana: quer dizer, não se gaba a si mesmo e não fica embevecido ao ser gabado ou elogiado. Ufanar-se é ser orgulhoso, se achar grande coisa e se expressar por maneiras que esse sentimento seja transmitido a outros.
ð  Não se ensoberbece: o amor sempre age com humildade, não se imagina sendo superior nem mais importante que os outros;
ð  Não se conduz inconvenientemente: o amor é educado, polido, se veste e se apresenta equilibradamente, não busca aparecer nem se sobressair ou escandalizar;
ð  Não procura os seus próprios interesses: pois o amor sempre pensa em servir os outros e se esquece de que pode ser servido, seu interesse é o bem dos outros – num lugar assim, como é o Céu, todas as pessoas tem a sua disposição as outras pessoas e não há necessidade de chefe, pois como todos são servos, há sempre um enorme contingente de pessoas desejando ajudar;
ð  Não se exaspera: o amor é calmo, não perde a compostura, não se precipita por nada, sempre age com equilíbrio;
ð  Não se ressente do mal: quando alguém faz algum mal ao amor, ele no mesmo momento perdoa, e jamais fica remoendo aquele mal, muito menos pensa em vingança;
ð  Não se alegra com a injustiça: até mesmo quando um inimigo declarado do amor é injustiçado, o amor sente tristeza, seu desejo contínuo é que essa pessoa vá bem e que se dê bem na vida;
Em resumo, numa linha, o amor não se envolve com nada que prejudique os outros e nem em algo que crie um falso conceito a ele mesmo. Diz EGW, descrevendo o amor de DEUS: “Tal amor é incomparável. Filhos do celeste Rei! Preciosa promessa! Tema para a mais profunda meditação! O inigualável amor de Deus por um mundo que O não amou! Este pensamento exerce um poder subjugante sobre a alma e leva cativo o entendimento à vontade de Deus. Quanto mais estudarmos o caráter divino à luz que vem da cruz, tanto mais veremos a misericórdia, a ternura e o perdão aliados à eqüidade e à justiça, e tanto mais claro discerniremos as inumeráveis provas de um amor que é infinito, e de uma terna compaixão que sobrepuja o amor anelante de uma mãe para com o filho extraviado” (O Caminho a CRISTO, 15, grifos acrescentados).


  1. Quarta-feira: O teste do amor (Mat. 5:43-48)
Iniciemos o estudo de hoje com uma pergunta: o que é ser perfeito? DEUS nos convidou a sermos perfeitos como Ele é perfeito. Mas       qual o principal requisito para assim sermos?
A principal característica da perfeição é sermos a tal ponto transformados pelo poder educador de DEUS que, embora ainda pecadores, somos capazes de amar até mesmo nossos inimigos. É o que disse JESUS: “Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mat. 5:48), após explicar da necessidade de amar os inimigos e orar pelos que nos perseguem.
JESUS, em Seu sermão mais contundente quanto as orientações sobre como deve ser nosso comportamento, disse que eles criam tradicionalmente que deviam amar o próximo mas odiar o inimigo. Porém Ele alertou sobre esse engano, e disse que devessem amar os inimigos, e orar pelos que os perseguem.
Naqueles tempos os inimigos comuns eram os soldados romanos, que também os perseguiam. Portanto, JESUS disse que amassem e orassem por esses inimigos perseguidores. Essa mensagem foi dura, mas, muitas vezes temos que tomar decisões duras para evitar a perda da vida eterna. Então, se for assim, que seja duro, e que vençamos.
O que na verdade JESUS estava ensinando. Invertendo a ótica, Ele estava dizendo que fossem como DEUS é, ou, como Ele mesmo estava sendo. JESUS tinha muitos inimigos, mas Ele mesmo não era inimigo de ninguém. Esse é o ponto. O Salvador, para ser capaz de salvar, deveria amar todas as pessoas, amigos ou inimigos, e Ele mesmo, portanto, não deveria ser inimigo de ninguém. Contudo, se alguém se fizesse inimigo d’Ele, o que competia ao Salvador fazer era continuar amando essa pessoa e orando por ela. Se ainda assim o inimigo insistisse na inimizade, isso já não era mais problema do Salvador, e sim da pessoa resistente ao amor de quem estava fazendo tudo para salvá-la.
E nós, como ficamos? Se for mulher, imagine que um homem a tenha estuprado. Se for homem, imagine isso com sua filha. (Bem radical nossa ilustração, não é mesmo? Coisa terrível até de pensar, que isso nunca aconteça.) Agora vem o desafio, JESUS disse que devemos amar a pessoa que fez isso, e orar por ela. Conseguiria fazer isso?
Vamos à prática. Tem que separar os seus sentimentos do perdão. Se isso realmente aconteceu, ou qualquer outra coisa ruim, isso gera sentimentos, que podem ser os seguintes: nojo, medo, tristeza, dor, desejo que a justiça seja feita, etc. Esses sentimentos podem se estender ao longo da vida. Eles não são pecado, portanto, fique em paz.
Mas pode ser que haja outros sentimentos, tais como: raiva, ódio, rancor, desejo de vingança, desejo em retribuir com a mesma moeda, etc. Esses sentimentos são errados, estão fora dos princípios do Reino de DEUS, e não se conformam com a orientação que JESUS deu, e que é motivo do estudo de hoje.
Se tiver os primeiros sentimentos, e perdoar, você ao menos vai se salvar. E se acontecer de quem fez algo de ruim a você, e essa pessoa perceber que é amada pela sua vítima, e se deixar tocar pelo poder do ESPÍRITO SANTO, ela terá seu coração mudado, e vai ser salva. Agora imagine a grandiosidade do amor de DEUS: lá na Nova Terra, você e quem lhe fez algo terrível salvos para sempre, excelentes amigos para a eternidade. É isso que DEUS quer. Só quem ama como JESUS é capaz de concordar com tais coisas, e s´[o que ama assim será salvo.
Vamos a uma outra hipótese. Digamos que esse malfeitor se converta, mas você não o perdoa. Sabe o que vai acontecer? Ele se salva, e você se perde! Parece injusto, não é mesmo? Mas não é injusto, e é fácil de explicar. Para a Nova Terra não entra quem não tiver seus pecados perdoados, sejam grandes, sejam coisas bem pequenas, mesmo coisas ínfimas. E se salvam aqueles que se arrependeram e portanto tiveram seus pecados perdoados, sejam pequenos, sejam grandes. Não é o tamanho do pecado que importa, mas o arrependimento, pois qualquer tamanho de pecado pode ser perdoado. E tem que ser assim, sabe por que? Pelo fato de na Nova Terra não se correr o risco de lá alguém dar início a todo drama do pecado outra vez. Por isso lá só entram pessoas que sinceramente se arrependeram, e que, portanto, puderam ser perdoadas, mas não só isso, puderam ser transformadas por completo, ou seja, 100%. Todo aquele que se salvar ter-se-á arrependido de todos os seus pecados, TODOS! Logo, um grande assassino tem as mesmas chances de ser salvo quanto aquela pessoa que apenas comete pequenos deslizes, um como o outro carece do amor de DEUS e do sangue de JESUS para serem salvos. Eles precisam ser transformados e o amor de JESUS é capaz de transformar qualquer pessoa desse mundo.
Com toda a sinceridade, você acha justo que só os pecadores de pequenos devem ser perdoados, ou que todos tenham a possibilidade? Como você pensaria se um dos maiores delinqüentes fosse de sua família? Se fosse seu filho ou sua filha? Gostaria que pelo poder de DEUS essa pessoa mudasse radicalmente de vida, e se tornasse uma pessoa de bem? Normalmente iria querer isso. E se não pensar assim, é óbvio que não se salva, tem que mudar de atitude.
Mudemos nosso foco de análise. Vamos para os pequenos inimigos, esses do dia-a-dia, que nos incomodam a cada pouco. Por exemplo, pode ser na escola, um colega que nos importuna, nos dá apelidos ruins, etc. Ou pode ser no trabalho, uma pessoa que quer nos prejudicar. Ou até mesmo na família. Esses são nossos inimigos, porém, nós não devemos ser inimigos delas. Se formos, e se nenhum dos dois mudar, no dia da volta de JESUS tanto nós quanto essas pessoas se perderão. Na Nova Terra não entra ninguém que esteja disposto a se tornar inimigo por lá, ou de ter sido inimiga de alguém que ficou por aqui. Lá só entram as pessoas que estão inteiramente dispostas a amar. JESUS foi a pessoa mais prejudicada nesse planeta, em todos os tempos. Ele teria motivos para não amar esse ou aquele. Imagina só, pessoas que Ele curou, ou parentes dessas pessoas, etc., gritando lá no pátio de Pilatos, “fora com Este, queremos Barrabás”, “crucifique-O”, e assim por diante. Sabe qual foi a reação de JESUS? Ela está registrada nas seguintes palavras: “Pai perdoa-os porque não sabem o que fazem.” Foi assim que Ele venceu e Se tornou O Salvador. E é só assim que venceremos com Ele, sendo capazes de amar, amar a todos, não seletivamente.

  1. Quinta-feira: Amor em ação (Lucas 10:25-37)
Naquele tempo, na estrada tortuosa de Jerusalém para Jericó havia um homem necessitando de ajuda. Fora assaltado e depois de roubarem tudo dele, quase o mataram, deixando-o ali, totalmente desamparado, prestes a morrer. Sem ser ajudado, ele morreria na certa. Se fosse ajudado, ele não poderia pagar, pois não possuía mais nada. Para ser ajudado precisaria ser retirado dali, o que iria requerer trabalho, e além disso, deveria ser posto em algum lugar onde alguém cuidasse dele, pois não tinha possibilidade de ele mesmo cuidar de si, por uns tempos. Portanto, para socorrer o homem isso daria trabalho, demandaria dinheiro e tempo. Mas, ou se fazia isto, ou ele morreria.
Passaram por ali um sacerdote e um levita, e nenhum deles prestou socorro ao homem. Isto daria muito trabalho e custaria um bom dinheiro, e talvez atrasasse seus compromissos sagrados. Foram dois denários que o samaritano deu ao hospedeiro para cuidar do homem, que nem era seu conhecido.
Quanto valia um denário? Era um generoso salário de um dia de trabalho. Daria para alimentar umas 25 pessoas, conforme Mateus 20:2 e Marcos 6:37 e 44. Os trabalhadores ganhavam bem naqueles tempos. Portanto, deve ter havido algum acerto entre o samaritano e o hospedeiro para o depósito pelo tratamento do homem. O interessante é que o samaritano foi embora e não pediu nenhuma garantia de ressarcimento posterior a quem ele socorreu. Talvez nunca soubesse quem foi que ele socorreu.
O que essa história nos ensina? Que em nosso dia-a-dia, no meio do desespero pela necessidade de cumprimento de metas, pela correria que nos faz estar freqüentemente atrasados, pelas exigências e pressões sociais e econômicas, mal temos tempo para pensar. Em meio a esse veloz turbilhão de correria da vida moderna, não se tem mais tempo de cuidar dos pais idosos. Não se tem mais tempo para os filhos. O marido não tem tempo para a esposa, nem a esposa para o marido. Por falta de tempo, o amor desaparece, e ocorre a separação, e os filhos que se danem.
Se não temos tempo para os próximos íntimos, imagina ter tempo para os próximos desconhecidos. Aliás, se não temos tempo para nós mesmos, pois não paramos nunca, ter tempo para os familiares está fora de questão, e ter tempo para os outros, nem se cogita. Se isso estiver acontecendo conosco, é tempo de parar tudo, de buscar refúgio em DEUS, e de separar tempo para se encontrar, em primeiro lugar, com JESUS. Então devemos também separar tempo (e isso pode custar dinheiro, às vezes muito dinheiro, pois significa trabalhar menos e obviamente ganhar menos) para prestar socorro aos nossos íntimos. Esses podem ser o cônjuge, os filhos, os pais, parentes, que necessitam de alguma atenção da nossa parte. Precisamos ter tempo para a vida, para viver, e não só viver para ganhar, e morrer do mesmo modo, aliás, geralmente mais cedo.
Os últimos da fila para serem atendidos são aqueles que não conhecemos. Mas eles também fazem parte do nosso próximo. O que adianta pregarmos sobre o Reino de DEUS, batizarmos milhares, e se salvarem bem poucos? Temos que mudar a orientação em direção da salvação, não de metas e números, pois pessoas não são números. O mundo hoje se tornou numa coleção de números, cifras, metas, alvos, relações, dados, processamento de dados, análises, resultados. A parte humana, que tem valor, essa na verdade não interessa mais. Aquele sacerdote que passou ao lado do homem quase morto e aquele levita estavam muito ocupados com seus compromissos religiosos. Tinham pressa em atender sua agenda, quando o principal, acima da agenda, era salvar vidas. De tão preocupados com seus compromissos que estavam nem notaram que ali mesmo, no seu caminho, estava o motivo de um ser sacerdote e do outro ser levita. Um estrangeiro atendeu o que era obrigação deles.

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:
A lição hoje nos leva a refletir sobre a fonte da luz e sobre onde ela se reflete. A luz só se torna manifesta quando reflete em alguma coisa, que pode ser um objeto ou um gás, como o ar. Onde nada existe para refletir a luz, ela não pode ser vista, e ali parece ser tudo escuro, totalmente escuro, embora os raios de luz estejam lá. Esse é o caso do espaço sideral, ele é escuro, embora nele se encontre muita luz. Ou seja, o nada, embora nele haja luz, é um lugar escuro e tenebroso.
Devemos aprender muita coisa da ilustração da luz. Devemos ser alguma coisa, e não qualquer coisa, e o que formos não deve ser como ser nada. Por exemplo, devemos refletir a luz, e para que assim seja, devemos ser brancos, não pretos, pois o preto é quase como ser nada. Todas as coisas bem pretas, opacas, não refletem luz, ou refletem pouca luz. São quase como o nada, pouco úteis à luz. Mas tudo o que é branco reflete todas as freqüências de ondas de luz. Nós, seguidores de CRISTO devemos ser brancos, puros, limpos, para refletirmos perfeitamente a luz que vem de nosso Salvador. Assim seremos a luz do mundo, como disse JESUS.
E o que é ser branco? É ser santo, puro, sem mácula, isto é, sem manchas de imperfeições que vem do mundo. Conheço um casal de pessoas assim. Ele, em todos os dias busca, pela leitura da Bíblia, orientação para viver naquele dia com DEUS. Para isso, inspira-se em Enoque e em JESUS, principalmente, mas também em Davi, em Daniel, em Elias, e outros no que tem de positivo. De todos, JESUS é o exemplo completo e perfeito. Os demais ajudam a entender melhor como se fica seguindo a JESUS.
A sua esposa é uma mulher meiga, simples e prestativa. Não pinta nem os cabelos nem as unhas, nada e seu vestuário é simples e decente. Ela sabe desde há muito tempo o que DEUS deseja de sua aparência, e tem o conceito de que é habitação do ESPÍRITO SANTO. Não se deixa afetar pelo ambiente, em nada lhe interessa o que dita a moda, ela faz suas escolhas livremente, segundo o seu gosto moldado pelos princípios bíblicos.
Este casal reflete a luz de DEUS ao mundo. Na luz que ele reflete não há pontos escuros nem falhas que reduzam a intensidade da luz, muito menos há manchas que denigrem o restante da luz. Um como o outro tem amor no coração, e esperam pacientemente pelo dia em que serão chamados por JESUS nos ares para virem até Ele, e com Ele, para a vida eterna, para todo o sempre.
Nada nesse mundo, nem pouco nem muito, vale a pena trocar pela vida eterna, mas serão tantos a trocar pequenas coisas daqui pela eternidade!
escrito entre:   26/11/2009 a 03/12/2009
revisado em   03/12/2009
 Declaração do professor Sikberto R. Marks
O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos.

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